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Alfredo da Costa suspende cirurgias por tempo indeterminado por falta de anestesistas

Durante o verão, só uma das duas salas de operação da MAC estará a aberta e metade das cirurgias foi adiada por falta de anestesistas. Solução para por contratar médicos, mas situação pode agravar-se.

A Maternidade Alfredo da Costa pertence ao Centro Hospitalar Lisboa Centro

Miguel A. Lopes/ LUSA

As cirurgias vão parar por tempo indeterminado na Maternidade Alfredo da Costa (MAC) — e já a partir de segunda-feira. A causa? Falta de anestesistas. E a solução? Fazer contratos de prestação de serviços imediatos ou realizar as operações noutro hospital, explica Clara Soares, diretora clínica da MAC, ao Diário de Notícias.

Mesmo assim, o bloco operatório não vai conseguir manter a sua atividade normal. Oo serviço tem duas salas de operação, mas só uma estará aberta no verão e apenas três vezes por semana. E isto se tudo correr bem. O problema da MAC é não dispor atualmente de anestesistas, o que leva o Centro Hospitalar Lisboa Centro a ter de recorrer a outros hospitais. Na altura das férias, há ainda menos médicos e o problema agrava-se — situação que se está a verificar agora.

Assim, as mulheres que têm operações agendadas terão de aguardar em listas de espera ou optar por outros serviços. Lembra o DN que o tempo de espera máximo permitido por lei para uma cirurgia de ginecologia são 15 dias. Na MAC, esse limite já é ultrapassado pelo dobro e metade das operações marcadas foram já adiadas, escreve o mesmo jornal.

Contratar médicos externos deverá ser a solução encontrada para solucionar o problema imediatamente. Mas, para isso, a Maternidade Alfredo da Costa pode vir a pagar o maior valor/hora que Clara Soares tem memória em 36 anos de serviço. O bastonário da Ordem dos Médicos já tinha defendido que contratar médicos e pagar-lhes à hora os altos valores oferecidos pelos privados era a solução para o encerramento das maternidades.

As urgências de maternidade da Alfredo da Costa, do Hospital de Santa Maria, do Hospital São Francisco Xavier e do Hospital Amadora-Sintra estiveram no centro das atenções há um mês, quando se soube que estava a ser equacionado o fecho rotativo dos serviços de maternidade. Na altura, os hospitais afirmaram que não tinham condições para manter as urgências em funcionamento durante o verão. Também os responsáveis pelas maternidades da zona Norte do país chegaram a manifestar as mesmas preocupações.

Já no início de julho, o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo garantiu ao Observador que as urgências das maternidades não vão encerrar durante o verão e que não vai haver uma rotatividade dos serviços em Lisboa. Luís Pisco afirmou ainda que será feito um reforço de especialistas nas férias e que os anestesistas estão entre as contratações desejadas.

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