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Estados Unidos da América

Trump atacou congressistas que vieram “de países com os piores governos”. Quase todas nasceram nos EUA

Presidente disse no Twitter a quatro democratas que deveriam voltar e ajudar países os "falhados" de onde vieram a propósito da política de migração. Três das mulheres visadas nasceram nos EUA.

Alexandra Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley foram eleitas para o congresso em 2018

Getty Images

Donald Trump usou o Twitter para uma série de comentários sobre quatro congressistas que têm várias coisas em comum — são mulheres, democratas, oriundas de minorias raciais e foram críticas da líder da Câmara dos Representantes, a também democrata Nancy Pelosi. Só que Pelosi não gostou deste “apoio” do Presidente americano, acusando-o de comentários xenófobos que pretendem dividir a nação”.

Nos tweets matinais de domingo, o presidente americano defendeu que as congressistas liberais que têm atacado Pelosi deveriam “regressar e ajudar a corrigir os países totalmente falhados e infestados de crime de onde vieram”.

Segundo a imprensa americana, os comentários de Trump têm quatro alvos que são mulheres negras ou de pele mais morena. Ayanna Pressley (Estado do Massachusets), Rashida Tlaib (Michigan), Alexandria Ocasio Cortez (Nova Iorque) e Ilhan Omar (Minnesota) e surgem no momento de grande discussão sobre instruções da administração dadas à polícia de imigração para juntar as famílias de migrantes que receberam ordem de deportação dos Estados Unidos.

É interessante ver mulheres congressistas democratas, que originalmente vieram de países cujos governos são uma catástrofe total e completa, os mais corruptos e ineptos do mundo, a dizer agora às pessoas dos Estados Unidos, o maior e mais poderoso país do mundo, como o nosso governo deve ser gerido”.

Logo nas primeiras reações públicas a estes comentários foi realçado que, pelo menos três destas congressistas, nasceram nos Estados Unidos e uma delas, Alexandria Ocasio Cortez, em Nova Iorque, muito perto de onde o próprio Trump terá nascido, tendo origem porto-riquenha.

Apenas Ilhan Omar veio com a família da Somália, para fugir à guerra civil, tendo a nacionalidade americana desde a adolescência.

As quatro mulheres foram eleitas em 2018 para o congresso e têm sido apontadas como protagonistas de um movimento de renovação na política americana, mais aberto a mulheres, jovens e com origem racial diversa, uma delas em particular têm dado bastante nas vistas na política americana.

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