Um encontro particular a meio da semana é uma coisa, dois jogos englobados num torneio em cerca de 48 horas é outra. Sérgio Conceição aproveitou a Copa Ibérica para promover algumas modificações na equipa que começou a partida diante do Fulham na passada terça-feira, “misturando” reforços, pedras chave e alguns jogadores mais novos da formação com algum sucesso ao longo deste primeiro encontro com o Betis. Os dragões tiveram mais uma boa prestação, revelaram a mesma dinâmica de jogo das duas últimas épocas com a intensidade típica ainda de uma pré-temporada mas alcançaram um final bem distinto no desempate por grandes penalidades, derrotando a formação de Sevilha por 5-4 depois do empate a um após 90 minutos.

Com Fábio Silva sempre muito ativo na frente e Romário Baró a “mostrar-se” ao jogo desde início, o FC Porto até entrou de forma mais afirmativa, com um remate perigoso por Nakajima (4′) e um lance bem trabalhado entre os mais novos entretanto anulado por fora de jogo (9′), mas foi o conjunto de Sevilha a inaugurar o marcador por Juanmi, a cabecear dentro da área após um grande lance do ex-jogador portista Tello a passar por Wilson Manafá na direita do ataque espanhol (13′). E como um azar nunca vem só, Loum, médio que nos últimos seis meses não teve grandes hipóteses nos azuis e brancos, sentiu uma “picada” na perna, fez de imediato sinal ao banco a pedir substituição e saiu de campo em lágrimas dando lugar a Danilo (16′).

Emerson e Canales ainda obrigaram a Vaná a intervenções mais complicadas mas os dragões voltariam a conseguir agarrar mais no comando do encontro e conseguiram chegar ao empate ainda antes do intervalo por Zé Luís, avançado contratado ao Spartak Moscovo que recebeu bem a bola à entrada da área, ajeitou e rematou colocado sem hipóteses para Joel Robles (31′). E apenas dois minutos depois o FC Porto ficou perto de chegar à reviravolta, com Nakajima a acertar no poste de fora da área, antes de Fábio Silva voltar a colocar o guarda-redes espanhol à prova para defesa a soco para canto (38′).

Na segunda parte, Sérgio Conceição, que lançara de início Vaná, Tomás Esteves, Pepe, Diogo Leite, Manafá, Loum, Romário Baró, Sérgio Oliveira, Nakajima, Zé Luís e Fábio Silva, trocou dez jogadores (mantendo apenas Danilo, que tinha entrado pouco depois do primeiro quarto de hora para o lugar do lesionado Loum) e lançou Diogo Costa, Saravia, Marcano, Osorio, Alex Telles, Bruno Costa, Otávio, Luis Díaz, Corona e Soares. O Betis mostrou que continua a ser uma das equipas mais interessantes da Liga espanhola, sobretudo na forma como consegue construir movimentos ofensivos, mas o FC Porto foi conseguindo ser melhor e criou mais perigo junto da baliza do conjunto de Sevilha, ainda que sem sucesso de bola corrida ou parada por forma a evitar que o duelo ibérico fosse decidido através do desempates por grandes penalidades.