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Toyota vai colocar um “mano” do Mirai na Lua

Não é desta que a Toyota vai instalar uma rede de concessionários na Lua, mas vai colocar lá em cima um veículo movido a células de hidrogénio, similar ao Mirai, mas apto a circular no outro mundo.

O programa espacial japonês, conhecido como Jaxa e que até aqui utilizou naves americanas, russas e europeias, entre outras, prepara uma visita à Lua em 2029, provavelmente não em foguetão próprio. Mas na semana em que se celebra o 50º aniversário do pisar da Lua pelo Homem, faz hoje precisamente cinco décadas, a Jaxa anunciou uma nova data para a sua visita ao satélite da Terra, que esteve inicialmente agendada para 2020, e que agora derrapou nove anos.

Já que pensa alunar, como os americanos fizeram em seis ocasiões, os japoneses aliaram-se à Toyota para que o construtor concebesse um veículo capaz de circular pela superfície da Lua. Apesar do programa estar previsto para 2029, a Toyota anunciou, logo em 2017 (quando o acordo com a Jaxa foi assinado), que necessita de pelo menos 10 anos para ter um veículo pronto, tendo revelado o calendário, com objectivos específicos para entre 2019 e 2029.

O veículo lunar da Toyota, ao contrário do “rover” dos americanos de 1969, que era um “cabriolet” com quatro rodas e lugar para dois astronautas, será um veículo maior e pressurizado, para que os viajantes espaciais se possam deslocar durante mais tempo, percorrer maiores distâncias e “fora” do pesado fato espacial. Em vez de 3,1 metros de comprimento, o rover dos japoneses terá 6 metros de comprimento, 5,2 m de largura e 3,8 m de altura.

Com seis rodas destinadas a assegurar a desejada tracção na superfície da Lua, o primeiro Toyota feito a pensar no outro mundo proporcionará 13 m3 de volume interior, estando optimizado para transportar dois astronautas, quatro em condições de emergência. Mas a maior diferença entre o rover de 1969, que era alimentado por umas baterias que lhe garantiam apenas 36 km de autonomia, é que o veículo lunar da Toyota tem as suas baterias alimentadas por células de combustível (fuel cells), tal como o Mirai, isto além de uns imensos painéis solares.

A necessidade desta parafernália de soluções para produzir electricidade deve-se ao facto de a Lua proporcionar duas semanas de iluminação directa do Sol, seguidas de outras tantas em que o Sol está ausente. Quer isto dizer que quando há luz o modelo da Toyota aproveita para gerar energia, para depois recorrer às fuel cells para alimentar os motores eléctricos, bem como todos os sistemas a bordo.

A aventura lunar nipónica está prevista para 2029, prolongando-se até 2034. Aproveite entretanto para recordar o voo da missão Apollo 11 nestes dois vídeos, a tal que colocou dois astronautas na Lua. Se por acaso é daqueles que não acredita em nada disto e acha que foi tudo um embuste e que o filme foi filmado em Espanha, ou na Área 51, então passe à frente e não perca tempo. Saiba, contudo, que não é a primeira vez que as fuel cells são fundamentais para um viagem espacial, pois já em 1969 foram as células de combustível que alimentaram o módulo “Apollo Comand and Service” americano, conhecido como CSM, aquele que levou o módulo lunar até à órbita lunar e que depois o trouxe de regresso à Terra.

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