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PS responde ao Benfica para dizer que declarações de Ana Gomes “não vinculam” o partido

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Ana Gomes questionou no Twitter se venda de João Félix era "negócio de lavandaria". Benfica criticou "silêncio continuado" do PS sobre declarações da ex-eurodeputada, e agora Carlos César responde.

O comentário de Ana Gomes foi feito a 27 de junho, em resposta a um tweet

JOÃO RELVAS/LUSA

O Benfica pediu ao presidente do PS, Carlos César, que esclarecesse se as declarações públicas da ex-eurodeputada Ana Gomes sobre a transferência do futebolista João Félix para o Atlético Madrid refletem a opinião do partido. Pouco depois, chegou a resposta do presidente do PS. Numa carta à qual o Observador teve acesso, César responde que “as opiniões da Dra. Ana Gomes refletem apenas uma posição própria e pessoal que não vincula o Partido Socialista”.

A carta de resposta enviada pelo Partido Socialista ao Benfica

Em causa está um comentário da ex-eurodeputada socialista no Twitter, onde questionava se a venda do futebolista João Félix ao Atlético de Madrid tinha sido “um negócio de lavandaria”, sugerindo dessa forma que estivesse por detrás de uma operação de lavagem de dinheiro do clube. O Benfica já tinha anunciado que a iria processar, tendo antes pedido ao PS, através de uma carta assinada pelo presidente do Benfica, que esclarecesse com brevidade se as declarações de Ana Gomes eram também as declarações do PS.

Vimos solicitar a V. Exa. que o PS, com a brevidade possível, e através da sua Direção, esclareça de forma a não subsistirem publicamente quaisquer potenciais equívocos, se as declarações proferidas por Ana Gomes refletem a opinião do partido ou se, ao invés, tais declarações não merecem senão rejeição e repúdio por parte do partido”, indica a carta enviada a Carlos César, datada de 11 de julho, a que a Lusa teve esta quinta-feira acesso.

Na missiva, assinada pelo presidente Luís Filipe Vieira, o Benfica considerava que o “silêncio continuado” do PS perante as declarações da sua ex-eurodeputada “pode ser publicamente lido e entendido como aceitação tácita ou, pelo menos, tolerância quanto ao respetivo teor, enquanto tal extensível à direção do partido”.

O clube da Luz entendia com isso que a qualidade de deputada no Parlamento Europeu “acentua a notoriedade da declarante e a relevância mediática das suas declarações, promovendo a sua assimilação nesses termos pela opinião pública, com a inerente associação de Ana Gomes ao PS”.

Na resposta, também em carta, Carlos César dirige-se a Luís Filipe Vieira para lhe dizer que “o Partido Socialista não tomou qualquer posição institucional sobre o assunto”. Logo, “as opiniões da Dra. Ana Gomes refletem apenas uma posição pessoal que, tal como em muitos outros casos, não vincula o PS”.

A frase em causa foi escrita em 27 de junho, em resposta a um tweet de um jornalista da revista Sábado, que se interrogava sobre a transferência de avançado internacional português por 120 milhões de euros para o Atlético de Madrid.

“Um jogador de futebol com apenas 19 anos, que jogou meia época num campeonato de terceira categoria, e que aí se revelou, é vendido por 120 milhões de euros, naquela que é a quarta maior transferência de sempre. Ainda não li uma explicação racional, e fundamentada, para isto”, comentou o jornalista.

Ana Gomes reagiu, deixando uma interrogação: “Não será negócio de lavandaria?”. O Benfica considerou que aquele comentário conotava a transferência de João Félix “com uma operação de lavagem de dinheiro/branqueamento de capitais”.

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