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Renault

Lucro semestral da Renault cai 50,3% devido ao colapso da Nissan

Renault teve uma queda de 50,3% do lucro em relação ao período homólogo. Esta queda deve-se à contribuição negativa da Nissan.

A fabricante francesa adiantou que a contribuição da Nissan (a Renault é a primeira acionista da companhia japonesa) foi negativa em 21 milhões de euros

LAWRENCE LOOI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O grupo francês Renault teve um lucro de 1.048 milhões de euros no primeiro semestre, uma queda de 50,3% em relação ao mesmo período de 2018, devido à redução na contribuição do parceiro Nissan.

Em comunicado a fabricante francesa adiantou que a contribuição da Nissan (a Renault é a primeira acionista da companhia japonesa) foi negativa em 21 milhões de euros, tendo-se registado uma diminuição total de 826 milhões de euros em termos interanuais.

O resultado operacional da Renault diminuiu 12,3%, para 1.521 milhões de euros, e a margem operacional caiu para 1.654 milhões, em comparação com os 1.914 milhões no primeiro semestre do ano passado.

Tendo em conta que o volume de negócios sofreu uma queda de 6,4%, para 28,050 milhões de euros, a margem operacional representou 5,9% dessas receitas, cinco décimos a menos do que entre janeiro e junho de 2018.

A queda no volume de negócios deveu-se em primeiro lugar à diminuição dos registos de matrículas em vários mercados importantes, como Turquia, França e Argentina, à paralisação forçada das vendas no Irão por causa do EUA ao regime de Teerão, bem como ao efeito negativo das variações cambiais, em especial devido à desvalorização do peso argentino.

No total, a Renault vendeu 1.938.579 veículos no primeiro semestre, uma redução de 6,7%.

O fluxo de caixa operacional da atividade automóvel registou um decréscimo de 716 milhões de euros no primeiro semestre do ano, principalmente devido a um aumento de investimentos até 2.910 milhões de euros (mais 742 milhões de euros).

O CEO, Thierry Bolloré, disse que no segundo semestre do ano existem três grandes riscos para a atividade: a possibilidade de um “Brexit” sem acordo, tensões comerciais e incertezas sobre a regulamentação para o setor.

No entanto, Bolloré destacou também vários elementos “encorajadores” para o segundo semestre do ano” como o lançamento de novos modelos, a tendência de alta nos preços de venda dos veículos bem como os programas de eficiência e competitividade que foram lançados.

De acordo com Thierry Bolloré as atuais previsões apontam para uma queda de 03% nas vendas globais de automóveis em 2019.

Questionado sobre o projeto para uma fusão da Renault com o grupo ítalo-americano FCA, Bolloré disse que não há negociações, acrescentando ser “uma pena” porque, no seu entendimento, a operação poderia ter oferecido vantagens para ambas as partes.

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