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Como os automóveis expuseram Boris Johnson ao ridículo

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O novo primeiro-ministro britânico vai ser o homem a conduzir o Reino Unido rumo ao Brexit. Boris Johnson, que já foi especialista em automóveis, provou não só que é lento ao volante, como “criativo”.

Como seria de esperar, agora que foi nomeado primeiro-ministro britânico, todo o histórico de Boris Johnson está a ser passado a pente fino e os seus momentos bons, e menos bons, trazidos à superfície.

Já ficou provado, em diversas ocasiões, que ele não só é um mau condutor, como é lento. A confirmação chegou em 2008, quando Boris Johnson aceitou o convite para participar numa volta cronometrada ao volante de um Suzuki Liana, na rubrica “Star in a Reasonably-Priced Car” do programa Top Gear, na BBC, vídeo que pode ver abaixo.

Comparado com outras celebridades, igualmente sem qualquer experiência em condução desportiva, o actual primeiro-ministro foi dos mais lentos em pista, registando uma volta em 1 minuto e 56 segundos, já incluindo uma incursão pela relva. Isto colocou-o bem atrás de personalidades como o cantor Jay Kay (1.48) e os cozinheiros Jamie Oliver e Gordon Ramsay (ambos com 1.50).

Mas Johnson esforçou-se para demonstrar até à exaustão os seus parcos conhecimentos sobre os automóveis, o tema da crónica que assinava para a revista GQ. A Carkeys, num artigo assinado por Ryan McElroy, resume a sua carreira como especialista em veículos de quatro rodas. Recorda, por exemplo, quando teve problemas por inventar as características técnicas dos modelos que ensaiava, um pouco na linha do que lhe aconteceu quando escrevia no The Times, de onde foi afastado por ter inventado uma citação. Acusando-o de “ser, provavelmente, o pior jornalista de automóveis do mundo”, relembra um ensaio de Boris ao Ferrari F430, em que descreveu a sensação de estar ao volante do desportivo transalpino:

Foi como se toda a região de Hampshire estivesse deitada de costas, com as pernas bem abertas, pronta a ser arrebatada pelo garanhão italiano.”

A biografia “Just Boris”, assinada em 2011 por Sonia Purnell, junta mais uma mão cheia de detalhes a esta parte da carreira do novo responsável máximo do Governo britânico, o que lhe valeu mais algumas acusações de machista. Como, por exemplo, quando escreveu que se entretinha a imaginar o tipo de seios que poderia ter a “voz” do sistema de navegação, ou que ultrapassar um carro conduzido por uma mulher era como possuí-la por trás.

Acabaria por ser despedido da GQ, mas estas e outras pérolas foram publicadas em livro, em 2007, sob o título Life in the Fast Lane: The Johnson Guide to Cars.

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