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Huawei diz que prorrogação de prazo para negócios nos EUA não muda “tratamento injusto”

A empresa reagiu vincando que "a extensão da licença geral temporária não altera o facto de a Huawei ter sido tratada injustamente", e exigiu o fim das anunciadas barreiras da administração.

RUNGROJ YONGRIT/EPA

A empresa tecnológica chinesa Huawei considerou esta segunda-feira que a prorrogação das isenções para negócios nos Estados Unidos, antes da aplicação de barreiras, não altera “o tratamento injusto” da administração norte-americana à empresa e exige o fim das limitações.

O governo norte-americano prolongou por mais 90 dias as isenções que permitem ao grupo chinês de telecomunicações Huawei continuar a fazer negócios nos Estados Unidos, anunciou o secretário do Comércio, Wilbur Ross.

Numa declaração escrita entretanto enviada à agência Lusa, a empresa reage, vincando que “a extensão da licença geral temporária não altera o facto de a Huawei ter sido tratada injustamente”.

Apesar de garantir que esta decisão “não tem um impacto significativo nos negócios da Huawei”, a companhia chinesa exige o fim das anunciadas barreiras da administração norte-americana às compras feitas por empresas nos Estados Unidos à tecnológica, que deverão entrar em vigor, como agora se prevê, no final deste ano.

Pedimos ao Governo dos Estados Unidos que ponha fim a este tratamento injusto e remova a Huawei da lista de entidades” em relação às quais os negócios são limitados, exige a empresa, na declaração enviada à Lusa.

Para a tecnológica chinesa, tais barreiras têm “motivos políticos e nada têm a ver com a segurança nacional”, além de “violarem os princípios básicos da livre concorrência no mercado”, não sendo ainda “do interesse de ninguém, incluindo de empresas americanas”.

“As tentativas de anulação dos negócios da Huawei não ajudarão os Estados Unidos a obter liderança tecnológica”, adianta.

Os Estados Unidos consideraram em maio que a Huawei constitui uma ameaça à segurança nacional e disseram que queriam banir o grupo dos Estados Unidos, mas acabaram por conceder isenções temporárias a determinadas empresas norte-americanas que negoceiam com o grupo chinês, permitindo-lhes vender alguns produtos ou mudar de fornecedores.

Esta segunda-feira, o secretário do Comércio, Wilbur Ross, afirmou em declarações à Fox Business que “há mais 90 dias para as empresas de telecomunicações norte-americanas, incluindo algumas empresas rurais, que dependem da Huawei”. “Vamos dar-lhes mais tempo para se separarem”, acrescentou.

Horas antes, a China pediu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “cumpra os seus compromissos” e permita que empresas norte-americanas continuem a fazer negócios com a Huawei, lembrando que isso tinha sido acertado durante um encontro com o Presidente da China, Xi Jinping, à margem da cimeira do G7, no Japão.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Geng Shuang, considerou que uma quebra daquele compromisso afetaria a “reputação e credibilidade” de Washington.

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