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Partido Democrático Republicano

Pardal Henriques, o candidato do PDR. “Não sou político. Nunca fui político, ao contrário de muitos”

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De críticas ao primeiro-ministro a promessas de combate ao corrupção. O antigo porta-voz do sindicato dos motoristas, agora cabeça-de-lista do PDR por Lisboa, falou publicamente.

Pedro Pardal Henriques deixou de ser porta-voz do SNMMP para ser cabeça-de-lista pelo PDR em Lisboa

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

“Aceitei este convite [para ser cabeça de lista do PDR por Lisboa] só no início desta semana”. Pedro Pardal Henriques, antigo porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), respondeu a questões de jornalistas esta sexta-feira e disse que não é, e não quer ser, “um político profissional”.

Não deixei as lutas sindicais nem as causas que represento”, disse Pardal Henriques.

“Resolvi aceitar o convite com muita honra para ingressar esta candidatura para continuar a lutar pelo direito dos trabalhadores”, disse ainda o candidato do PDR. Esta quarta-feira, depois de uma confusão sobre se o antigo representante sindical ia encabeçar a lista do PDR — Marinho e Pinto, líder do partido, avançava a notícia, mesmo antes do próprio revelar que tinha aceitado o desafio — o advogado do SNMMP confirmou em comunicado

Quando fiz o comunicado a aceitar fi-lo logo esclarecendo isto [que a luta sindical se mantinha e não estava ligada ao PDR] (…). Integro a minha candidatura com a mesma convicção que sempre tive. Não sou político. Nunca fui político. Não sou um profissional da política, ao contrário de muitos que só foram políticos a vida toda”, disse o advogado da SNMMP.

“É óbvio que os outros candidatos vão dizer que foi propositado”, disse ainda Pardal Henriques sobre o papel que teve nos últimos meses nas greves dos motoristas. Esta greve levou o governo a decretar uma crise energética e pôs militares das Forças Armadas a substituir alguns destes profissionais.

Não era possível pensar em 2017 [ano em que começou a trabalhar pelo SNMMP], e não estou a inventar nada, o que aconteceu em 2018 e 2019. Não podia achar em 2017 que o governo ia colocar as Forças Armadas a fazer o trabalho dos trabalhadores”, argumentou o candidato do PDR.

Relativamente à queixa de burla a que pode estar sujeito, justificou: “Qualquer um dos senhores pode ser alvo de uma queixa e isso não os torna culpados. Essa hipotética queixa foi ameaçada na Comunicação Social. Fomos ao DIAP desmentir esta queixa por escrito”. Além disso, refere que a possível queixa surge porque está a “enfrentar poderes instalados”.

[Quero] lutar contra a hipocrisia e aquilo que está instalado neste país. Pretendemos ser uma voz ativa neste parlamento”

Ainda houve espaço para criticar o Governo e deixou uma crítica ao primeiro-ministro: “Ele é um profissional da política”.

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