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Brexit

Partidos de oposição dizem que Johnson está disposto a usar “meios antidemocráticos” para ter Brexit sem acordo

Após uma reunião, os líderes dos partidos da oposição afirmaram que Johnson está disposto a utilizar "meios antidemocráticos" para impor a saída da UE sem acordo. "Não há tempo a perder", sublinham.

A reunião desta terça-feira foi convocada por Jeremy Corbyn, líder do principal partido da oposição ao governo de Boris Johnson

Getty Images

Os líderes de partidos da oposição ao governo britânico reuniram-se esta terça-feira e reconheceram a urgência em encontrar “formas práticas” para impedir uma “desastrosa” saída da União Europeia sem acordo, incluindo aprovar nova legislação no Parlamento.

A reunião foi convocada por Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, o principal partido da oposição ao governo de Boris Johnson. Entre os dirigentes presentes estiveram Jo Swinson, líder do Partido Liberal Democrata, Ian Blackford, líder do Partido Nacionalista Escocês em Westminster, Anna Soubry, do Independent Group for Change, e Liz Saville-Roberts, do Welsh Plaid Cymru.

Num comunicado conjunto emitido no final da reunião, os líderes partidários descreveram a reunião como “produtiva, tendo permitido definir formas para impedir uma saída desastrosa sem o acordo da União Europeia”. Os líderes concordaram em dar prioridade a votar legislação no Parlamento que impeça uma saída sem acordo, mesmo antes de uma eventual moção de censura ao governo de Boris Johnson, como é intenção do Partido Trabalhista.

Os dirigentes também criticaram as alegadas intenções do primeiro-ministro conservador de suspender o Parlamento por algumas semanas, a fim de impor um Brexit sem acordo, com Jeremy Corbyn a dizer que, se Boris Johnson o fizer, incorrerá “no mais grave abuso de poder e ataque contra o princípio constitucional britânico, de que há memória”. Assim, afirmam que Johnson está disposto a utilizar “meios antidemocráticos” para impor a saída sem acordo.

Para a líder do Partido Liberal Democrata, não há, assim, “tempo a perder”: “É claro que há um sentimento de urgência. Estamos ansiosos para agir o mais cedo possível”, disse Jo Swinson.

Boris Johnson participou neste fim de semana na cimeira do G7, em Biarritz (França), durante o qual admitiu que a possibilidade de uma saída sem acordo da União Europeia antes de 31 de outubro — prazo oficial para executar o Brexit — é agora “incerta”. E, na sequência da reunião desta terça-feira, o primeiro-ministro britânico publicou no Twitter uma mensagem onde afirma que o Reino Unido vai mesmo deixar a Europa na data definida.

Ainda esta terça-feira, o líder do Partido Brexit, liderado pelo eurodeputado Nigel Farage, disse que está disposto a assinar um “pacto de não-agressão” com o partido conservador de Johnson, se este se comprometer a conseguir uma saída sem acordo.

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