Rádio Observador

Salão de Frankfurt

Eles não vão ao Salão de Frankfurt (para poupar)

Marcar presença num salão automóvel exige um investimento avultado, que nem todos os construtores estão dispostos a fazer. O grandioso Salão de Frankfurt vai ficando cada vez mais pequeno (e alemão).

Em média, uma marca generalista tem de desembolsar entre 3 e 4 milhões de euros para garantir um stand em Frankfurt, valor que varia consoante a área, o formato e a tecnologia envolvida

O Salão de Frankfurt realiza-se bianualmente, alternando com o de Paris, e serve de antecâmara para os principais lançamentos que os europeus podem aguardar até ao final do ano ou que deverão ser introduzidas no mercado logo no início do ano seguinte. A próxima edição aproxima-se a passos largos – de 12 a 22 de Setembro, para o público – e, com ela, surge a confirmação de uma tendência gradualmente evidente: marcar presença num grande certame automóvel deixou de ser uma “obrigatoriedade”. Os fabricantes avaliam cada vez mais o elevado investimento exigido, face ao retorno alcançado, e acabam por concluir que a decisão mais lhes favorece as contas recai na sua… ausência!

Nesse sentido, cresce o número de marcas que optam por não ir à última grande feira do ano. A Volvo há muito que fez saber que a sua estratégia foca-se em eventos privados e mantém esse alinhamento. Aliás, desde que tornou pública essa sua opção, o fabricante sueco só “quebrou a regra” com uma ida ao Salão de Los Angeles, no final do ano passado, apesar de ter feito questão de marcar a diferença.

Aos emblemas franceses da PSA (Peugeot, Citroën e DS) e às insígnias da Fiat Chrysler Automobiles (Fiat, Alfa Romeo, Jeep, Abarth, entre outras) juntam-se praticamente todos os fabricantes nipónicos, excepção feita para a Honda, que vai revelar em Frankfurt o citadino eléctrico “e”. Toyota e Lexus faltam, o mesmo acontecendo com a Mazda e a Nissan – esta última cada vez mais virada para exposições tecnológicas, como a CES e a CeBIT, ao passo que a primeira aposta claramente na primeira grande feira automóvel do ano em solo europeu, o Salão de Genebra.

Entre os sul-coreanos, a Hyundai reservou passagem para o Salão de Frankfurt, mas a sua “companheira” de grupo, a Kia, é outra das ausências confirmadas.

Situação in-between é a da Renault que, logo no final do ano passado, anunciou que não iria à feira germânica, passando a canalizar todo o seu apoio (entenda-se investimento) para os salões de Paris e Genebra. No entanto, recentemente o construtor gaulês capitulou e fez saber que estará em Frankfurt. Como é que o fará permanece na dúvida, pois está fora de hipótese a presença física da marca do losango, embora a Renault tivesse muitas novidades para mostrar – desde os facelifts do Mégane, Talisman e Espace, passando pela segunda geração do eléctrico Zoe. Porém, o único modelo que tem viagem marcada para a Alemanha é o Captur, bestseller entre os SUV de Billancourt. “Para 2019, não está previsto qualquer stand durante o salão, ainda que o novo Captur faça a sua estreia neste evento, no próximo dia 10 de Setembro [primeiro dos dois dias reservados à imprensa]”, revelaram responsáveis da marca.

Os construtores alemães continuam a ser as grandes presenças em destaque, “guardando” para o certame germânico a revelação ao público das suas principais novidades. Exemplos disso são o ID.3, o primeiro eléctrico de nova vaga da Volkswagen, e o Taycan, o primeiro modelo exclusivamente a bateria da Porsche. As alemãs Audi, BMW, Mercedes e Opel são, naturalmente, outras das presenças garantidas. Já a Land Rover, que se prepara para lançar o novo Defender, também optou por eleger Frankfurt como montra para esta que é uma das novidades mais aguardadas do ano.

Conforme apurámos, para assegurar um espaço em Frankfurt, é necessário desembolsar entre 3 e 4 milhões de euros, dependendo da área do stand, do formato e da tecnologia contratados. O valor situa-se entre essas casas, havendo depois os que excedem a média. A Volkswagen, por exemplo, gastará entre 8 e 10 milhões de euros, quantia essa que consegue ser ultrapassada pela Mercedes, que desembolsará para cima de 10 milhões.

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