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Milão

Calçado português vai à feira de Milão “bater o pé” aos concorrentes italianos

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A maior feira internacional do setor arranca domingo em Milão, Itália. Exportações portuguesas de calçado para Itália somaram 54 milhões de euros, superando os 50 milhões de euros de importações.

A promoção comercial externa é a primeira das prioridades para a indústria portuguesa de calçado

HUGO DELGADO/LUSA

O calçado português promete “bater o pé” ao italiano na maior feira internacional do setor, que arranca domingo em Milão, Itália, afirmando-se decidido a reforçar o recente saldo comercial positivo com o maior produtor europeu de calçado.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) — que organiza a participação portuguesa na feira Micam –, em 2018, as exportações portuguesas de calçado para Itália somaram 54 milhões de euros, superando os 50 milhões de euros de importações feitas aquele país.

“A balança comercial favorece, assim, o nosso país”, destaca a associação, recordando que esta é, contudo, uma realidade recente, que “começou a alterar-se nos últimos anos”, traduzindo-se num aumento de 64% desde 2010 das exportações portuguesas de calçado para Itália, enquanto as importações cresceram apenas 14%.

Na 88.ª edição da Micam e da Mipel (feira de acessórios), que decorre de domingo a quarta-feira em Milão, Portugal promete apresentar-se “em força”, com uma comitiva de 81 empresas responsáveis por mais de oito mil postos de trabalho e cerca de 550 milhões de euros de exportação.

Segundo refere a APICCAPS, a presença portuguesa na Micam insere-se na estratégia promocional definida pela associação e pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com o apoio do Programa Compete 2020, com vista a “consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos”.

A promoção comercial externa é a primeira das prioridades para a indústria portuguesa de calçado, que coloca no exterior mais de 95% da sua produção”, sustenta a associação, recordando que “sensivelmente 180 empresas da fileira do calçado estão a participar, desde o início do ano, num megaprograma de promoção à escala internacional” que prevê a presença “em mais de 60 dos mais prestigiados fóruns internacionais da especialidade”.

Considerando “da maior importância” a presença nacional “na maior e mais prestigiada feira de calçado do mundo”, estarão, ao todo, em Milão mais de 1.400 expositores de aproximadamente 50 países, sendo esperados mais de 40 mil visitantes profissionais e voltando Portugal a destacar-se como “a segunda maior delegação estrangeira na feira, apenas superado pela Espanha”.

Nesta edição da Micam a principal novidade é a criação da área “Players District”, que reunirá no pavilhão sete propostas de calçado desportivo sob o mote ‘Where outdoor and sportsshoes come into play’ (Onde o desporto e o ar livre entram em jogo) e cujo objetivo é “acrescentar mais uma tipologia de calçado à oferta de produtos da feira”, respondendo à crescente procura neste segmento.

Em 2018 as exportações da indústria portuguesa de calçado aumentaram 1,54% (para 84 milhões de pares), mas recuaram 2,65% em valor (para 1.904 milhões de euros), interrompendo um ciclo de oito anos consecutivos de crescimento.

Segundo a APICCAPS, o abrandamento das principais economias mundiais, para onde a indústria portuguesa de calçado exporta mais de 95% da sua produção, “terá afetado o setor e contribuído para o desempenho final”, mas o desempenho da última década evidencia um crescimento acumulado de 47% das exportações de calçado português.

O ano 2019 foi apontado pelo setor como “um ano de afirmação nos mercados externos”, durante o qual pretende investir, com o apoio do Programa Compete, mais de 18 milhões de euros em atividades promocionais no âmbito das “grandes prioridades” de “aumentar as vendas no exterior, diversificar os mercados de destino e o leque de empresas exportadoras”.

Neste contexto, a APICCAPS tem vindo a destacar a importância do aprofundamento da estratégia de diversificação de mercados que vem desenvolvendo há alguns anos no sentido de diminuir a dependência do setor dos mercados europeus, para onde canaliza atualmente cerca de 85% das vendas, mas cujo peso quer reduzir para 80% dentro de “três ou quatro anos”.

Com mais de 39.600 trabalhadores no final de 2018, a indústria portuguesa de calçado exporta para 163 países dos cinco continentes e chegou, na última década, a 43 novos mercados.

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