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José Sócrates afirmou no dia 31 de outubro no Tribunal Central de Instrução Criminal que se riu da falência do BES no momento em que soube da medida de resolução aplicada pelo Banco de Portugal. “Quando recebi a notícia da falência do BES, ri-me para dentro. Não o devia fazer, mas foi o que aconteceu”, afirmou Sócrates ao juiz Ivo Rosa.

O ex-primeiro-ministro afirmou por várias vezes que se riu da derrocada do BES porque lhe parecia que era “uma espécie de justiça divina que me vinha dar razão politicamente”. Porquê? Porque Sócrates era contra o pedido de resgate que foi obrigado a pedir à troika em 2011, sendo que terão sido os tempos de austeridade impostos pela troika que, no entendimento do ex-líder do PS, terá provocado a falência do BES. “O meu estado de espírito na altura é que ria-me interiormente, não é? Ai quiseram pedir ajuda [à troika] e acharam que isto ia correr bem…”, afirmou Sócrates.

Esta revelação do quarto dos cinco dias de interrogatório a Sócrates é o tema de abertura da mini-série “Sim, sr. juiz — os interrogatórios a José Sócrates na Operação Marquês” que o Observador estreia esta sexta-feira. Pode ver o primeiro episódio neste artigo.

São seis episódios em que o Observador reconstitui os momentos mais importantes (e tensos) das mais de 20 horas dos interrogatórios a Sócrates realizados entre o dia 28 de outubro e 4 de novembro pelo juiz Ivo Rosa.

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