Depois de lançar o 500 Hybrid e o Panda Hybrid, a Fiat vai prosseguir a estratégia de electrificação em que prevê investir 5000 milhões de euros, só em Itália, no período entre 2019 e 2021. Grande parte desse investimento destina-se a tornar realidade o novo 500 puramente a bateria (BEV) que, conforme anunciado na edição de 2019 do Salão de Genebra, fará a sua estreia na próxima edição do certame suíço, aberto ao público entre os dias 5 e 15 de Março. Como tal, é de esperar que caia por completo o véu que oculta este modelo logo no próximo dia 4, o primeiro dia do salão reservado à comunicação social, onde o Observador volta a marcar presença.

O BEV de nova geração transalpina tem sido “apanhado” a testar camuflado, o que ainda assim não impede de sugerir que adoptará uma estética em linha com o 500 que se encontra à venda. A confirmar-se, será uma opção em linha com as decisões dos restantes fabricantes que, regra geral, preferem não alterar substancialmente a imagem dos modelos que mais vendem.  Sabe-se, também, que o novo 500 eléctrico vai ser montado sobre uma nova plataforma e produzido em Mirafiori – o mesmo complexo fabril onde o primeiro 500 começou a ser produzido, em 1957. Inclusivamente, já arrancaram os trabalhos de preparação da linha para o fabrico do 500 BEV, projecto no qual a Fiat investiu 700 milhões de euros, do design ao desenvolvimento, passando pela engenharia e construção da linha de montagem.

O novo citadino da Fiat a bateria vai começar a ser produzido logo após a sua aparição em Genebra, no segundo trimestre. Isto para poder ser lançado no segundo semestre do ano. Ao que o Observador apurou, a chegada a Portugal, em concreto, está prevista para o dia 4 de Julho. Nem mais nem menos do que a data em que o icónico modelo celebra o seu aniversário!

Não nos foram avançados mais detalhes, mas é de esperar que nesta sua nova geração o 500 eléctrico melhore os argumentos com que disputa o mercado norte-americano. Aí, é proposto por 33.460 dólares, a que se podem subtrair 7500 dólares de incentivos. Em troca, oferece uma autonomia de 135 km em ciclo misto (195 em ciclo urbano), segundo os critérios EPA, contando com um motor eléctrico de 83 kW (113 cv) e 200 Nm de binário máximo, que é alimentado por uma bateria de iões de lítio com 24 kWh de capacidade.

A surpresa deste lançamento prende-se com o facto de o 500 eléctrico vir a ser proposto em três carroçarias distintas, algo que até aqui era também desconhecido, o que nos leva a reacender a esperança de que se trate do retorno do Giardiniera. Uma station wagon zero emissões seria uma bela aposta para catapultar o 500 para um segmento superior e, simultaneamente, posicionar-se como uma alternativa mais ecológica do que a rival Mini Clubman. Resta aguardar pelo Salão de Genebra, para mais informações.