O casamento da filha de “El Chapo” Guzmán, o antigo líder de um dos mais poderosos cartéis de tráfico de droga, reuniu algumas das pessoas mais procuradas pelas autoridades dos EUA e faz parar a cidade de Culiacán, em Sinaloa, México.

No dia 25 de janeiro, data do casamento de Alejandrina Guzmán Salazar (filha do primeiro casamento de El Chapo) e de Édgar Cázares (filho de um dos membros do cartel da cidade), a circulação na capital de Sinaloa foi interrompida por um “exército” de carros blindados que vedaram, com uma fita amarela, a entrada da Catedral de Culiacán, para que todos os convidados passassem por uma rigorosa verificação de segurança.

O casamento, que se julga ser motivado pela necessidade de fortalecer os laços entre as duas famílias do império da droga, foi oficializado por um padre próximo dos Guzmán, e reuniu alguns dos nomes mais procurados dos EUA: Blanca Cázares, popularmente conhecida como “A Imperatriz de Narcos” e operadora financeira de um dos fundadores do cartel (El Mayo Zambada); e Ovidio Guzmán, um dos 10 filhos reconhecidos por El Chapo, que atualmente lidera o cartel, e é considerado um dos coordenadores logísticos da entrada de cocaína dos Estados Unidos.

Depois da cerimónia religiosa, a festa passou para o luxuoso salão Alano Grande, onde todos os pormenores foram escondidos, à exceção daqueles que foram partilhados nas contas de Instagram e Youtube feitas para a promoção do dia (@Chicapicosa2). A dança nupcial e o fogo de artifício foram alguns dos momentos revelados nas redes sociais.

Alejandrina, cirurgiã, tem procurado mostrar que se está a distanciar dos negócios ilegais do seu pai, levando-a a desenvolver uma marca de roupa (El Cahpo 701), e a investir em empresas imobiliárias e restaurantes.