Um grupo de portugueses e outros passageiros que ficaram retidos na quarta-feira, em Maputo, após o cancelamento de um voo para Portugal devido à Covid-19, têm viagens de regresso no sábado e segunda-feira, disse à Lusa um dos elementos.

Em causa esteve o cancelamento de um voo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, de Maputo para o Porto com escala em Luanda, quando os passageiros já estavam na sala de embarque e sem que fossem apresentadas alternativas.

Do conjunto de pessoas afetadas, pelo menos 20 procuraram esta quinta-feira soluções junto da TAP e fizeram reservas nos dois últimos voos da companhia entre Maputo e Lisboa, antes de a rota ser suspensa – no âmbito da redução geral de operações da TAP por causa do novo coronavírus.

“Haverá 13 pessoas a voar no sábado e outras sete na segunda-feira”, incluindo neste último voo um grupo de cidadãs espanholas, referiu José Fonseca, um dos passageiros.

Segundo explicou, os preços esta quinta-feira oferecidos (entre 300 a 400 euros por pessoa) foi bastante inferior às cotações que tinham obtido anteriormente e que eram um dos obstáculos para que algumas famílias pudessem regressar.

Ao mesmo tempo, os passageiros afetados estão a aguardar pelo reembolso da TAAG, que, segundo informações da transportadora, poderá demorar alguns meses.

O cônsul-geral de Portugal em Maputo, Frederico Silva, disse esta quinta-feira à Lusa que além dos passageiros que deviam ter seguido no voo de quarta-feira, há outros já sinalizados no total de nove países sob a sua alçada.

Sem especificar quantas pessoas são, referiu tratar-se de pessoas maioritariamente deslocadas em turismo ou negócios e que “face aos novos contextos têm dificuldade em regressar ao país”.

Segundo referiu, está a ser feito “o máximo que é possível fazer para encontrar soluções caso a caso”, admitindo tratar-se de uma tarefa “colossal”.

Há “necessidades ainda indeterminadas”, mas o objetivo é que todos possam regressar a Portugal “o mais cedo possível”.