Ponto final parágrafo no negócio de compra da dona da TVI e uma guerra jurídica pela frente. A Cofina acusa a Prisa de ter violado os termos de compra da Media Capital e diz que o grupo espanhol “manifestou expressamente. intenção de não cumprir o contrato”.

A empresa espanhola respondeu horas depois: A Cofina não comunicou previamente impossibilidade de fechar aumento de capital, o argumento invocado para desistir da aquisição, não reportou violações contratuais que agora alega terem existido da parte da Prisa, e não apresentou propostas de revisão das condições do contrato, nomeadamente do peço. A guerra de palavras deverá assim evoluir para uma guerra legal de desfecho imprevisível.

O Observador sabe que a Prisa contratou a Vieira de Almeida, e as espanholas Pérez Llorca, e Gomez de Acebo para desenvolver todas as medidas e ações contra a Cofina e em defesa dos seus interesses.

Na noite de quinta-feira, o grupo liderado por Paulo Fernandes denunciou violações contratuais por parte da empresa dona da TVI, sem no entanto quais foram. O grupo dono do Correio da Manhã reconheceu também que o contexto de emergência causado pela pandemia Covid 19 teve impacto na decisão de desistir do negócio. Acrescenta a Cofina que este contexto agravou a situação financeira e as perspetivas da Media Capital que já tinham sofrido “uma inesperada e muito significativa degradação e perspetivas” da empresa.

Prisa recusa rever negócio Media Capital e acusa Cofina de quebra do contrato

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Na sequência deste anúncio, os bancos financiadores – Santander e SociétéGénéral – retiraram o financiamento bancário para refinanciar a dívida da Cofina e financiar a compra de Media Capital.

A Cofina comunicou ainda que perante a falta de acordo com a Prisa, e caso as ações legais que a empresa espanhola afirmou vir a tomar ponham em causa a resolução do contrato, a aquisição prevista da Media Capital  “sempre dependeria da determinação final do valor da compensação devida à Cofina por força das referidas violações contratuais, a qual, nos termos gerais, deveria ser abatida ao preço contratualmente previsto”.

Em comunicado, a Prisa volta a invocar o argumento de que a Cofina garantiu publicamente ter os meios financeiros para executar a compra — um investimento de 131 milhões de euros financiado por um aumento de capital de 85 milhões de euros dos quais menos de três milhões ficaram por subscrever. Acrescenta que não recebeu qualquer comunicação prévia da empresa portuguesa a alertar para “suposta impossibilidade de completar a operação, nem para a sua vontade desistir da execução” do negócio.

E apesar de a Cofina ter manifestado publicamente disponibilidade para rever as condições do contrato, nomeadamente o preço, a Prisa acrescenta que não recebeu uma proposta de revisão, nem sequer foi notificada de ter cometido qualquer incumprimento do contrato, nos termos que a empresa portuguesa veio a alegar para fundamentar a resolução do mesmo.

Atualizado sexta-feira 13.h00 de sexta-feira.