Os serviços de informação dos EUA acreditam que a China escondeu a gravidade do surto de Covid-19 no seu próprio país para, numa fase inicial, arrecadar o máximo de artigos médicos e de outro tipo para dar resposta à pandemia.

De acordo com um relatório da agência de segurança Department of Homeland Security datado de 1 de maio, e a que a Associated Press teve acesso, os líderes chineses terão “escondido de forma intencional a gravidade” do surto.

Naquele documento, lê-se ainda que numa fase inicial a China aumentou a importação de bens médicos e diminuição a exportação daqueles tipo de material, ao mesmo tempo que “negava haver restrições à exportação e ofuscava ou atrasava a partilha de dados sobre a sua atividade comercial”.

Recorde-se que, numa fase inicial, do surto no seu país, a China chegou a fazer um pedido internacional por máscaras. A 3 de fevereiro, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying, chegou a dizer: “A China precisa urgentemente de máscaras, fatos e óculos de proteção”. Naquela altura, a China tinha capacidade para produzir 20 milhões de máscaras por dia. Um mês mais tarde, a 2 de março, a agência de notícias chinesa Xinhua dizia que a essa capacidade tinha subido para 110 milhões máscaras por dia.

Esta notícia surge depois de o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ter dito numa entrevista à ABC News de que havia “provas enormes” de que o vírus que causa a doença Covid-19 veio de um laboratório chinês — e que  pode ter saído de lá por acidente. Esta não é a primeira vez que Mike Pompeo aponta par este sentido, e também o Presidente dos EUA, Donald Trump já defendeu esta possibilidade. No entanto, por agora, ainda não são conhecidas nenhumas provas que sustentem esta possibilidade.