Um total de 200 refeições diárias pode ser servido na Cozinha Social temporária criada pela Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em Évora, para apoiar os mais vulneráveis, devido ao “difícil contexto” atual, revelou esta segunda-feira a instituição.

“Em momentos como o que vivemos, é imprescindível estarmos perto das pessoas e, com elas, participarmos ativamente na construção de uma comunidade forte, unida e solidária”, dando também “cumprimento à missão” da fundação “de fazer mais pelas pessoas, para mais pessoas, criando proximidade à distância”, argumentou esta segunda-feira Francisco Senra Coelho, presidente do conselho de administração da FEA.

O também arcebispo de Évora disse acreditar que as refeições que são partilhadas “solidariamente podem ajudar cada pessoa a encontrar força e confiança no futuro”.

A Cozinha Social temporária foi criada e está a funcionar na Enoteca Cartuxa, um espaço de promoção dos vinhos da FEA e de petiscos, mesmo na acrópole da cidade, a pouca distância do templo romano, assinalou a instituição, em comunicado.

O projeto está integrado na iniciativa #FundaçãoConsigo, através do qual a FEA quer estar mais próxima da comunidade que serve nos diferentes âmbitos da sua missão e, em especial, da população com maiores necessidades.

A Cozinha Social temporária, que tem como objetivo “assegurar necessidades básicas de alimentação da comunidade da cidade de Évora”, fornece gratuitamente duas refeições diárias “a pessoas e famílias que se encontrem em situações de vulnerabilidade”.

De acordo com a fundação, as refeições são compostas por uma sopa, um prato principal e uma sobremesa e ambas “são entregues num único horário, compreendido entre as 12h e as 14h, para consumo na casa dos beneficiários ou em outros espaços próprios”.

Com “capacidade para prestar 200 refeições por dia, o equivalente a mais de 6.000 refeições por mês, neste espaço todas as normas de higiene e segurança recomendadas pela Direção-Geral da Saúde são seguidas com estrito rigor”, vincou a Função Eugénio de Almeida.

“De caráter temporário, a Cozinha Social será mantida em funcionamento enquanto for necessário“, afirmou ainda a instituição, apostada, através deste projeto, em “contribuir de forma positiva e assertiva” para “minimizar os impactos negativos sociais e económicos do difícil contexto vivido atualmente”.

O presidente do conselho de administração da fundação explicou que, quando a Enoteca Cartuxa “retomar o normal funcionamento”, a instituição “continuará a prestar apoio alimentar às famílias, em colaboração com variadas organizações solidárias locais”.

A Cozinha Social colabora com diferentes instituições, como a Cáritas Diocesana de Évora, Refood, Pão e Paz, Cruz Vermelha Portuguesa e Santa Casa da Misericórdia de Évora.

“Estas referenciam as pessoas a serem apoiadas e, quando necessário, realizam a recolha das refeições”, referiu a FEA, acrescentando que, “neste contexto de exceção e incerteza, está já “a tomar medidas para criar outros apoios” porque, “mais do que nunca, quer estar perto das pessoas” e “ligada a todos e a cada um”.

Portugal contabiliza 1.063 mortos associados à Covid-19 em 25.524 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.