Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região do país com o maior aumento do número de casos e a concentrar quase a totalidade dos novos casos diários, número para o qual contribui o concelho de Sintra, com 72 novos casos (metade dos novos casos registados em toda a região). No boletim desta segunda-feira, 144 dos 165 novos casos localizam-se em torno da capital portuguesa com a região Norte a ter mais 21 casos, dos 165. Nas restantes regiões o número de infetados mantém-se inalterado em relação a domingo: 3.683 no Centro, 361 no Algarve, 253 no Alentejo, 135 nos Açores e 90 na Madeira.

No que diz respeito aos mortos, que no boletim de domingo se situavam todos acima dos 70 anos, há alterações: duas mortes entre os 50 e os 59 anos e três dos 60 aos 69 anos. Apenas seis dos 14 mortos atualizados no boletim desta segunda-feira morreram nas últimas 24 horas, os restantes devem-se a um acerto nos números do boletim. A informação foi esclarecida pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas no habitual briefing diário.

Depois de duplicação no número de recuperados, número volta a aumentar

Não era expectável que o número de recuperados voltasse a crescer depois do acerto do boletim de domingo, com o número a duplicar em relação ao documento da véspera, mas esta segunda-feira há mais duas centenas de recuperados a somar aos 17.549 de domingo. São agora 17.549 as pessoas dadas como recuperadas da Covid-19, das 30.788 infeções registadas no país.

Covid-19. Contágio em Lisboa (e Vale do Tejo) quatro vezes mais rápido do que a média nacional

O número de pessoas que aguarda o resultado do teste à Covid-19 diminuiu em relação a domingo, com menos 216 à espera de resultados, uma diminuição de 10,2% face a domingo. Já os portugueses sob vigilância das autoridades de saúde são agora mais 121, aumentando para os 26.449.

Duas mortes entre os 50 e os 59 anos

Das mais 14 mortes registadas no boletim desta segunda-feira há um homem e uma mulher na faixa etária dos 50 aos 59 anos e dos 60 aos 69 anos, um homem e duas mulheres perderam a vida.

Ao contrário do que se verificou no boletim de domingo, quando todos os mortos foram registados em faixas etárias acima dos 70 anos, esta segunda-feira a atualização feita contabiliza, entre os 70 e os 79 anos, a morte de três homens e duas mulheres e acima dos 80 anos um homem e três mulheres.

Durante a conferência de imprensa, Graça Freitas acabaria por esclarecer que dos 14 óbitos, apenas seis se registaram nas últimas 24 horas, sendo os restantes fruto de atualizações de dados, mas não esclareceu quais os casos que correspondiam à atualização ou às últimas 24 horas.

A taxa de letalidade acima dos 70 anos é agora de 16,7%, sendo a taxa de letalidade global de 4,32% ligeiramente superior aos 4,30% do boletim de domingo.

A atualização no número de mortes acrescentou mais seis mortos ao total do Norte (744), sete a Lisboa e Vale do Tejo (322) e um à região Centro (233).

Número de internamentos continua a descer

Depois de cair para metade num mês, o número de pessoas internadas em enfermarias e nos cuidados intensivos continua a descer. Ainda que seja uma pequena descida nas últimas 24 horas, ambos os números diminuíram, com menos cinco pessoas internadas em enfermarias (total 531) e seis pessoas nas unidades de cuidados intensivos (total 72).

É o nono dia consecutivo com o número de doentes em cuidados intensivos a descer, sendo agora de 72, há um mês eram mais de 180 pessoas a necessitar de cuidados intensivos e mais de mil internados em enfermarias, sendo agora 531.

Concelho de Sintra com 72 dos 165 novos casos

A contribuir para o grande aumento no número de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo está o concelho de Sintra, que nas últimas 24 horas regista mais 72 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus. O concelho de Lousada, a norte, é o concelho que se segue na lista do aumento diário, com 16 novos casos, seguido do Seixal — em Setúbal —com 11 novos casos.

No que diz respeito à idade dos novos casos de infeção com Covid-19 47% dizem respeito a pessoas entre os 20 e os 40 anos e apenas 8,7% de pessoas com idade acima dos 70 anos, a faixa etária onde se regista uma maior taxa de letalidade.