O número de doentes Covid-19 recuperados deu este domingo o “salto” que a ministra da Saúde tinha sinalizado no sábado: mais que duplicaram, para 17.549.

Este é um dos destaques do boletim diário divulgado pela Direção-Geral de Saúde este domingo, que indica que todos os 14 mortos das últimas 24 horas tinham mais de 70 anos – e 87% das mortes, até agora, ocorreram nessa faixa etária.

Eis os destaques do boletim divulgado este domingo, 24 de maio. Um boletim que indica que indica que 86% dos novos casos detetados foram na região de Lisboa e Vale do Tejo – o ritmo de contágios nesta região foi quatro vezes superior à média nacional.

Número de recuperados mais do que duplica

Já existiram, segundo a Direção-Geral de Saúde, 30.623 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus – mais 152 diagnósticos nas 24 horas até à meia-noite de domingo.

É um aumento de menos de 0,5%, o valor mais baixo desde 11 de maio – nas últimas semanas o aumento diário percentual tem oscilado entre 0,4% e 1%.

O número de recuperados deu o “salto” que a ministra da Saúde tinha sinalizado no sábado: o número mais do que duplicou para mais de 17.500 pessoas. Este foi um ajuste relacionado com a plataforma de registo TraceCovid, que foi atualizada e passou a ter um campo de registo para doentes recuperados que não existia antes. As autoridades de Saúde garantiram ter havido uma verificação, através do número de utente, para evitar duplicações.

Havia à meia-noite 2.115 pessoas a aguardar resultado laboratorial, menos 193 do que na véspera. Mas aumentou o número de pessoas sob vigilância pelas autoridades de saúde: subiu 0,8% para 26.328.

Todos os 14 mortos tinham mais de 70 anos

Segundo o boletim da Direção-Geral de Saúde, todos os 14 mortos registados nas 24 horas até à meia-noite de domingo tinham mais de 70 anos – sete homens e sete mulheres.

Até ao momento, nesta pandemia, os mortos com menos de 70 anos representam menos de 13% dos óbitos totais, o que é o mesmo que dizer que 87% das mortes, até agora, foram pessoas com 70 ou mais anos.

Ainda assim, houve 115 mortes na faixa etária dos 60 anos, 39 óbitos na casa dos 50 anos e 15 em pessoas que tinham entre 40 e 49 anos. Houve, ainda, uma morte na casa dos 20 anos, de um cidadão natural do Bangladesh cujo perfil o Observador traçou aqui.

Só uma das mortes foi no centro do país (onde já morreram 231 pessoas). Sete das restantes foram na zona de Lisboa e Vale do Tejo e seis no norte.

Número de internados cai para metade num mês

Havia à meia-noite deste domingo 536 pessoas internadas, o que corresponde aproximadamente a metade das 1.068 que havia a 24 de abril, há exatamente um mês.

A mesma tendência tem sido seguida pelo número de doentes internados em cuidados intensivos, que baixou em mais duas pessoas nestas 24 horas: eram 78 à meia-noite deste domingo. No final do mês passado eram mais do que o dobro.

Cerca de 86% dos novos casos registados em Lisboa e Vale do Tejo

O boletim deste domingo aponta para 131 novos casos na zona de Lisboa e Vale do Tejo, o que corresponde a cerca de 86% dos 152 novos casos a nível nacional, registados nas 24 horas até à meia-noite deste domingo.

A propagação do vírus em focos específicos, como as empresas de distribuição na Azambuja, explicam, em parte, porque é que se deu um aumento de 2% nos casos nesta região do país – ou seja, quatro vezes o aumento percentual a nível nacional.

No norte houve mais 14 casos e no centro mais 7.

Na tabela dos concelhos, que Graça Freitas tem sublinhado ser “indicativa”, existem seis concelhos em Portugal com mais de 1.000 infetados: Lisboa (2.177), Vila Nova de Gaia (1.552), Porto (1.347), Matosinhos (1.269), Braga (1.209) e Gondomar (1.077).

Tosse continua a ser o principal sintoma

A tosse continua a ser o principal sintoma indicado pelos doentes.

Os sintomas apresentados entre os casos de testes positivos (com informação respeitante a 91% dos casos) mantêm-se quase inalterados em relação aos últimos dias, com uma preponderância maior de tosse (40%) e febre (29%), seguidas de dores musculares (21%) e cefaleia (19%).

Só 15% se queixam de fraqueza generalizada e 12% de dificuldade respiratória.