O tráfego total dos serviços postais caiu 8,8% no primeiro trimestre, em termos homólogos, para 163,9 milhões de objetos, mas o de encomendas aumentou 8,2%, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Em comunicado, o regulador refere que para a quebra do tráfego total dos serviços postais contribuiu “a diminuição de 9,6% do tráfego de correspondências, a redução de 8,3% do correio editorial e a quebra de 15,4% da publicidade endereçada”.

Por sua vez, “o tráfego de encomendas aumentou 8,2% no período”, uma tendência de crescimento iniciada em 2018.

Relativamente às receitas geradas pela prestação de serviços postais, estas caíram 3,3% no trimestre, face a igual período de 2019, para 152,9 milhões de euros, “devido à descida nas receitas das correspondências (-6,4%), do correio editorial (-8,1%) e da publicidade endereçada (-13,4%)”. As receitas de encomendas subiram 4,9%.

“O efeito da pandemia de Covid-19 fez-se sentir nos serviços postais, com o estado de emergência a provocar inicialmente uma queda acentuada do tráfego de encomendas (cerca 20% na semana em que foi declarado) e, posteriormente, um significativo aumento (desde a semana em que foi declarado o estado de emergência as encomendas têm vindo a recuperar, com exceção da semana da Páscoa – que contou com menos um dia útil –, crescendo em média 7%/semana)”, refere o regulador.

A maioria dos objetos distribuídos (95,9%) no primeiro trimestre “destinaram-se ao mercado nacional, enquanto os restantes 4,1% tiveram como destino outros países”.

A Anacom refere que “o peso do tráfego nacional e internacional no total do tráfego tem-se mantido constante ao longo dos anos”.

As correspondências “representaram 78,5% do tráfego postal, enquanto que o correio editorial e a publicidade endereçada representaram 7,2% e 6,8% respetivamente”.

Já o peso das encomendas no total do tráfego “ascendeu a 7,5%, mais 1,2 pontos do que no período homólogo”, adianta o regulador.

“Tendo em conta o âmbito do serviço, verifica-se que cerca de 79,7% do tráfego e 59,4% das receitas corresponderam a serviços postais compreendidos no Serviço Universal (SU). O peso do SU no total do tráfego desceu 2,2 pontos percentuais desde o primeiro trimestre de 2019″, refere.

Em termos de quotas, os CTT tinham 87,5% do tráfego postal total no final de março, menos 2,2 pontos percentuais face ao período homólogo.

“A Premium Green Mail tinha uma quota de 5,3%, que reflete uma subida de 1,4 pontos, e o grupo Geopost/Grupo DPD subiu a sua quota um ponto, para 2,1%”, acrescenta a Anacom.

No que respeita ao tráfego abrangido pelos limites do Serviço Universal, os CTT tinham uma quota de 97,1% no final de março.

No período em análise, “o número de pontos de acesso à rede postal e de veículos aumentou 1,6% e 1,7%, respetivamente, e o número dos centros de distribuição diminuiu 1,2%”.

A Anacom refere que a evolução do número de pontos de acesso “foi marcada pelo decréscimo de 3,9%” nos dos CTT e “por um aumento muito significativo, quase 60%, do número de pontos de acesso dos outros prestadores, devido à entrada em exploração de uma nova rede de recolha e entrega de encomendas de um prestador”.

Sobre os pontos de acesso dos CTT, número de estações de correio aumentou 0,7% no trimestre, em termos homólogos, e o número de postos de correio diminuiu 1%.

“No que respeita aos outros meios materiais (pertencentes na totalidade à concessionária do SU), verificou-se um ligeiro aumento em termos homólogos do número de apartados, enquanto o número de marcos de correio e de postos onde apenas se podem adquirir selos diminuiu 0,2% e 6,3%, respetivamente”, conclui a Anacom.