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Rui Rio não tem um paraministro, mas tem o seu “Centeno”, Joaquim Miranda Sarmento, e foi ao lado dele que apresentou esta quarta-feira as propostas dos sociais-democratas para a recuperação da economia. O PSD defende que o governo deve criar um organismo que coordene o programa de recuperação económica com todos os ministérios e que esteja na dependência direta do primeiro-ministro, tal como acontecia com a Estrutura de Acompanhamento dos Memorandos (ESAME) de Carlos Moedas durante a troika. O conselho de Rio, numa espécie de resposta velada à escolha de António Costa Silva, é que Costa siga o “bom exemplo” do governo de Passos Coelho. O PSD propõe também incentivos para que multinacionais de renome se instalem em Portugal e diz que podem ser três, quatro ou cinco “Autoeuropas”, embora de áreas mais viradas para o futuro como a indústria farmacêutica ou o digital.

O programa não tem muita ideologia, mas ela lá aparece num ou noutro parágrafo. Logo no início do documento, é escrito que o “PS nunca foi um partido reformista e agora, refém da extrema-esquerda, ainda o é menos, numa altura em que o país mais precisa de reformas”. Como se não bastasse esta frase diretamente apontada ao Largo do Rato, Rui Rio ainda puxaria da parte mais ideológica do documento, por oposição ao governo de António Costa, lembrando que as propostas respeitam a “matriz social-democrata: uma economia de mercado, assente na liberdade individual, na primazia da iniciativa privada, mas sem descurar as preocupações sociais e o combate às desigualdades”. Isto, como pode ler-se, mostra que em “Portugal existe uma alternativa estruturada, sólida e credível ao governo socialista”.

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