O CDS-PP criou um grupo de trabalho para preparar um “programa de emergência social” de resposta à crise provocada pela pandemia de Covid-19 que recupera destacados ex-dirigentes como Luís Nobre Guedes, António Lobo Xavier ou António Pires de Lima.

Segundo uma nota enviada à Agência Lusa, o Grupo para a Recuperação Económica e Social de Portugal (GRESP) é formado por oito personalidades e, segundo o líder centrista, Francisco Rodrigues dos Santos, tem por objetivo “apresentar um programa para a emergência social e oferecer um plano para a retoma da atividade económica após a pandemia de Covid-19”.

Esta “unidade de missão terá como fito a construção de propostas que perspetivem a tão proclamada reforma do Estado”, refere a nota dos centristas. Além de Lobo Xavier, Pires de Lima e Luís Nobre Guedes, o “Grupo dos 8” inclui ainda António Galvão Lucas, António Maia Gonçalves, Sandra Strecht e as independentes Paula Guimarães e Paula Morais.

O presidente do CDS-PP sublinha que o elenco escolhido demonstra “a inequívoca união de várias gerações e correntes do CDS, sinal de que o partido está coeso e focado em ser útil a Portugal e aos Portugueses”, Ao incluir “destacados militantes”, mas também independentes, “prova que o CDS-PP tem sabido abrir-se ao exterior e atrair o que de melhor a sociedade civil tem para oferecer à política”, assinala ainda Francisco Rodrigues dos Santos.

O GRESP irá elaborar “soluções consistentes e com adesão à realidade para o futuro Portugal, dando especial destaque, no curto prazo, ao combate à pobreza e ao apoio aos mais idosos, à capacitação do Serviço Nacional de Saúde, à revitalização do tecido empresarial, à diminuição da burocracia, à competitividade fiscal, e à segurança”.

“O CDS-PP aproveitará esta oportunidade para construir um Portugal com futuro para as gerações vindouras, recompondo o elevador social, para que a geração atual não venha a ser acusada da destruição dos sonhos dos mais jovens e dos que ainda não nasceram”, conclui o presidente do CDS.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 426 mil mortos e infetou mais de 7,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência AFP.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Em Portugal, o Governo prevê que a economia recue 6,9% em 2020 e que cresça 4,3% em 2021. A taxa de desemprego deverá subir para 9,6% este ano, e recuar para 8,7% em 2021. Em consequência da forte recessão, o défice orçamental deverá chegar aos 6,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 e a dívida pública aos 134,4%.