Um barco com 22 migrantes foi intercetado durante a madrugada desta segunda-feira pela Polícia Marítima de Faro, perto da praia de Vale do Lobo, perto de Loulé cerca das 4h50, depois de a Polícia Marítima ter sido alertada por um mestre de pesca. Ao Observador, o comandante da Polícia Marítima de Faro, Rocha Pacheco, explicou que o grupo vinha numa embarcação pequena, com suspeitas de imigração ilegal.

22 migrantes marroquinos intercetados no Algarve

O desembarque destes migrantes, que alegam ser marroquinos e dizem que saíram de Marrocos há três dias, foi também feito em Vale do Lobo.

Os migrantes, oriundos do Norte de África, estão agora à guarda do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), já receberam assistência, já realizaram testes à Covid-19 e foram transportados para uma zona de apoio à população criada no âmbito da pandemia de Covid-19.

Em declarações aos jornalistas, o capitão do Porto de Faro adiantou que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) já realizou os testes de despiste à doença e que os migrantes vão “ficar a aguardar os resultados na ZAP [Zona de Apoio à População] de Quarteira”, localizada na Escola EB 2,3 D. Dinis.

Fernando Rocha Pacheco, que falava junto à Estação Salva-Vidas de Quarteira, para onde o grupo foi encaminhado, sublinhou que “os resultados devem ser conhecidos ainda hoje” e que os homens devem ser depois “encaminhados para local adequado”.

Segundo a Lusa, a Comissão Europeia disse esta segunda-feira ter tido conhecimento do caso, garantindo acompanhar “de forma próxima” a situação migratória nas fronteiras externas da União Europeia (UE).

Recusando fazer “comentários específicos” sobre a situação, o porta-voz do executivo comunitário para as migrações, Adalbert Jahnz acrescentou apenas que o executivo comunitário “acompanha de forma muito próxima a situação migratória nas fronteiras externas da UE, juntamente com a Frontex”, a agência europeia responsável pela gestão destas zonas limítrofes.