Mesmo antes de o carro que transportava o primeiro-ministro atravessar o Pátio dos Bichos, no Palácio de Belém, um pequeníssimo esquilo atravessou o caminho, discreto. Não podia haver contraste maior com a entrada de leão (não do Leão) do primeiro-ministro sobre a oposição, minutos depois. Era o segredo mais mal guardado dos últimos tempos políticos, ainda assim foi inesperado ouvir António Costa vir reencaminhar de viva voz o seu ex-ministro das Finanças, acabado de cessar funções, para governador do Banco de Portugal. Sem rodeios. E não só foi claro em assumir essa intenção, como foi muito crítico em relação à iniciativa parlamentar que ameaça boicotar-lhe esses planos.

Mário Centeno é uma hipótese para o Banco de Portugal? A pergunta era esperada, a resposta é que nem por isso. “Por exemplo, é uma hipótese”. Ficou dito. Foi a primeira vez que António Costa assumiu o que já se falava, e logo ali, em Belém, acabado de sair da sala dos Embaixadores onde tinha decorrido a tomada de posse do novo ministro das Finanças, ainda mal arrefecia Mário Centeno, que exerceu essas funções durante praticamente cinco anos.

Já com Centeno livre, Costa ouve partidos sobre novo governador do Banco de Portugal no final do mês

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.