Duas associações defenderam no sábado que urge encontrar “soluções duradouras” para o problema dos refugiados e que a União Europeia deve “criar vias legais e seguras de acesso ao seu território”, evitando a morte de milhares de pessoas.

Em comunicado, por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, a Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) e o Serviço Jesuíta aos Refugiados JRS/Portugal prestam “homenagem a todos as pessoas forçadas a fugir do seu país”, lembrando que cerca de 1% da população mundial foi obrigada a abandonar a sua casa para sobreviver a conflitos armados, a perseguições e outros atos de violência.

“Homens, mulheres e crianças, iguais a nós, que fogem da iminência da morte, na esperança de encontrar a dignidade e a paz que lhes foi retirada ao longo da vida e ao longo do seu percurso”, dizem as associações, observando que “a verdadeira crise dos refugiados (…) não se encontra na Europa, mas sim nos países terceiros de conflito em que não se sabe como se viverá o dia seguinte”.

Em seu entender, hoje, mais do que nunca, é “importante reconhecer o direito a procurar proteção internacional em território europeu às pessoas que não se podem fazer valer dessa proteção dos seus próprios países e reafirmar a solidariedade na resposta europeia à chegada de migrantes ao seu território.

Para a PAR e JRS, é urgente encontrarem-se “soluções duradouras” e a União Europeia tem o desafio, neste momento, de criar vias legais e seguras de acesso, evitando assim a morte de milhares de pessoas que se encontram em “situação de desespero e que arriscam a sua vida em travessias inseguras, por mar e por terra”, na esperança de encontrar uma oportunidade de reconstruir a sua vida.

“Temos o dever, enquanto europeus, de ajudar a Grécia, Itália e Malta e esforçarmo-nos por atingir um consenso em relação a uma política europeia de redistribuição solidária e que garanta os direitos fundamentais das pessoas acolhidas”, salientam a PAR e JRS.

Assim, adiantam, é necessário construir comunidades que permitam dar uma oportunidade a quem procura encontrar uma vida melhor em Portugal.

“A criação da PAR, em 2015, é a prova do papel essencial da sociedade civil na criação de respostas de acolhimento e integração de refugiados que ainda hoje são necessárias assegurar”, sublinha o comunicado,

O JRS e a PAR celebram o Dia Mundial do Refugiados juntamente com outras organizações, incluindo a Humans Before Borders, Meeru, ComParte, Speak, Fórum Refúgio e Comité Olímpico de Portugal.

O Dia Mundial do Refugiado foi também assinalado em outros países da União Europeia, nomeadamente com eventos e manifestações em França e na Grécia.