Pelo menos seis pessoas morreram na sequência do sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter com epicentro em Oaxaca, no sul do México, informaram fontes locais. O balanço anterior apontava para três mortos. O alerta de tsunami emitido para a América Central, abrangendo o sul do México e as costas da Guatemala, El Salvador e Honduras já foi retirado.

De acordo com a informação divulgada pelo Centro de Aviso de Tsunamis do Pacífico (PTWC, na sigla inglesa), a informação disponível permite concluir que “a ameaça de tsunami na sequência do sismo já passou”.

O governador de Oaxaca, Alejandro Murat Hinojosa, afirmou que até às 20h de terça-feira (1h de quarta-feira em Lisboa) uma mulher e cinco homens tinham morrido devido ao sismo.

O representante informou ainda que um hospital localizado naquela zona, uma unidade hospitalar dedicada ao tratamento de doentes infetados com o novo coronavírus, sofreu danos “estruturais”, o que obrigou à evacuação do edifício.

Antes, o Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, citado pela Associated Press (AP), disse que pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida, na sequência do colapso de um edifício em Santa María Huatulco, em Oaxaca, enquanto outra morte foi registada depois da derrocada de uma habitação em San Juan Ozolotepec (Oaxaca).

O chefe de Estado do México acrescentou que houve pelo menos 140 réplicas, sendo que o relatório sismológico mais recente indicou que, até ao momento, foram registados 654 tremores secundários.

A petrolífera estatal Petróleos Mexicanos (PEMEX) informou que o terramoto causou um incêndio na refinaria instalada no Pacífico, perto da costa de Salina Cruz, que é relativamente perto do epicentro do sismo, mas que o fogo já estava quase extinto e não houve registo de funcionários feridos.

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) atribuiu ao forte abalo uma magnitude de 7,7 na escala de Richter, tendo atualizado posteriormente para uma magnitude de 7,4.

De acordo com a BBC, o sismo foi sentido sobretudo ao longo da costa do Pacífico, na região centro e sul do México, com epicentro registado a 12 quilómetros a sudeste de Crucecita, no estado de Oaxaca, no sul do país.

Através da rede social Twitter, o Serviço Nacional de Sismologia (SMN) informou, por sua vez, ter registado um sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter e que o tremor de terra foi sentido em várias partes do México, o que levou ao acionamento de um alerta sísmico na capital mexicana. Esta entidade também reviu a magnitude do sismo de 7,1 para 7,5 na escala de Richter.

Segundo o SMN, o sismo ocorreu às 10h29 locais (16h29 hora de Lisboa).

Um alerta tsunami foi depois emitido pelo Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico para as costas do México, Guatemala, Honduras e El Salvador, cobrindo uma extensão de mil quilómetros em redor do epicentro do sismo.

Segundo o New York Times, o abalo que também foi sentido na Cidade do México, capital do país, levou muitos residentes a abandonarem as suas casas e a procurarem segurança nas ruas.

Entretanto, o Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, apelou à população para que seja “cautelosa” perante a possibilidade de eventuais réplicas. “Vamos continuar a pedir que ajam com cautela perante as réplicas (…) sem ficarmos ansiosos ou desesperados”, afirmou o chefe de Estado mexicano, numa mensagem de vídeo divulgada a partir do Palácio Nacional.

No vídeo, segundo as agências internacionais, também é possível ver o líder mexicano a falar ao telefone com o coordenador nacional da Proteção Civil, David Leon, saudando o facto de não existirem danos. “Nenhum dano, até ao momento”, disse o Presidente, depois de receber informações sobre vários estados mexicanos. A mensagem foi divulgada antes da confirmação de pelo menos uma vítima mortal pelo governador do Estado de Oaxaca.

O território mexicano está situado sobre cinco placas tectónicas. Em 2017, 471 pessoas morreram no México na sequência de três sismos (com magnitudes que oscilaram entre os 6,1 e os 8,2) que foram registados num período de poucos dias, em 7, 19 e 23 de setembro. Tratou-se do maior desastre natural no país desde o sismo de 1985, que fez milhares de mortos na Cidade do México, capital do país.