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O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, reuniu-se esta terça-feira, em Nova Iorque, com o emissário norte-americano Steve Witkoff, a quem comunicou as condições de Teerão para a reabertura do estratégico estreito de Ormuz, segundo os media estatais iranianos.

Araghchi disse a Witkoff que as condições de Teerão incluíam “o levantamento imediato do bloqueio naval (norte-americano), a rápida libertação de todos os bens iranianos congelados, bem como o fim da guerra em todas as frentes”, noticiou a emissora estatal iraniana IRIB.

Trump tinha descrito antes como “muito boa” a reunião realizada entre representantes norte-americanos e iranianos, pouco depois de ter ameaçado “aniquilar” a República Islâmica durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, com mediação de países do Médio Oriente, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e o levantamento do bloqueio naval entretanto imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

No entanto, as partes voltaram aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.

Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, falou esta terça-feira sobre o conflito no Médio Oriente com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o rei Abdullah II da Jordânia e o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani.

Guterres recebeu os três durante a semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU, na qual, devido às suas posições, foram dos primeiros a discursar.

Segundo um comunicado da secretaria-geral da ONU, Guterres e Abdullah II conversaram sobre a situação na Palestina e no Líbano.

Ambos concordaram sobre a importância da “recuperação e reconstrução”, bem como sobre a necessidade de promover uma solução negociada de dois Estados.

Erdogan e Guterres abordaram também a situação em todo o Médio Oriente, para além do Chipre e da guerra na Ucrânia, outro tema que deverá ser central nesta edição.

Com o emir do Qatar, Guterres reafirmou a importância de respeitar os direitos e as liberdades de navegação, sobretudo no estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e no de Bab el-Mandeb, ameaçado pelos rebeldes houthis do Iémen.

O diplomata português elogiou a “cooperação de longa data” do Qatar com a ONU e reafirmou o compromisso da organização em continuar a avançar na prevenção de conflitos e na mediação.

O Qatar, a Jordânia e a Turquia mantêm uma postura coordenada em relação à tensão entre os Estados Unidos e o Irão e têm defendido, em diversas ocasiões, uma saída pacífica para o conflito através da mediação.

O Qatar tem desempenhado um papel ativo na mediação entre Washington e Teerão.

Já a alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, divulgou na rede social X que se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, à margem da Assembleia Geral da ONU, onde abordaram “as perspetivas diplomáticas para pôr fim à guerra entre os EUA e o Irão e reabrir totalmente o estreito de Ormuz”.

“Não havia portagens ou taxas de passagem antes da guerra, e não deve haver nenhuma após o conflito. A navegação deve ser livre e desimpedida, tanto no estreito de Ormuz como no estreito de Bab el-Mandeb“, sublinhou a chefe da diplomacia da UE.

Kallas indicou ainda que levantou a Araghchi “a questão da repressão interna no Irão, incluindo o aumento acentuado das execuções e das sentenças de morte”.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]