O número de mortos provocados pelo sismo que abalou o México na terça-feira subiu para dez, informou a Coordenação Nacional de Proteção Civil do México, em novo balanço.

O anterior balanço das autoridades mexicanas apontava para seis mortos. As vítimas mortais registaram-se no Estado de Oaxaca, no sul do país, onde o sismo provocou ainda 21 feridos, tendo 38 pessoas sido albergadas em dois abrigos temporários.

O Serviço Nacional de Sismologia ajustou de 7,5 para 7,4 na escala de Richter a magnitude do sismo, com epicentro a dois quilómetros de Crucecita, Oaxaca, informou a Proteção Civil em comunicado.

Até às 16h30 de quarta-feira, hora local (22h30 em Lisboa), “houve 2.060 réplicas”, a maior de magnitude 5,5, registada na terça-feira, às 21h33, hora local (5h33 em Lisboa). Segundo a Proteção Civil, o terramoto afetou 97 municípios nos estados de Oaxaca, México, Cidade do México e Veracruz. Em Oaxaca, há mais de 2 mil edifícios afetados, incluindo 15 hospitais e unidades de saúde.

O sismo é o mais forte deste ano no México. O território mexicano está situado sobre cinco placas tetónicas.

Em 2017, 471 pessoas morreram no México na sequência de três sismos (com magnitudes que oscilaram entre os 6,1 e os 8,2) que foram registados num período de poucos dias, em 7, 19 e 23 de setembro. Tratou-se do maior desastre natural no país desde o sismo de 1985, que fez milhares de mortos na Cidade do México, capital do país.