As operadoras de telecomunicações de Singapura optaram por avançar com as empresas europeias Ericsson e a Nokia para a implementação da infraestrutura para as redes 5G. Como avança a Reuters, ao escolher estas empresas, o país preteriu a empresa chinesa Huawei que também estava na corrida.

De acordo com a agência de notícias, as operadoras de telecomunicações de Singapura tinham liberdade para escolher com que fornecedor iam avançar para o 5G. Contudo, à semelhança do que está a acontecer noutros países, tinham de cumprir vários requisitos na escolha, incluindo a segurança nas redes.

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Os Estados Unidos da América têm alertado todos os países aliados para os perigos que a Huawei pode representar. De acordo com a administração Trump, a empresa funciona em conluio com o regime comunista chinês e utiliza a sua tecnologia para espionagem. A Huawei tem negado estas acusações.

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Em comunicado, a Singapore Telecommunications, uma das operadoras de Singapura,  afirmou que optou por avançar com a Ericsson pela segurança, resiliência e desempenho dos componentes desta rede. Mesmo assim, a empresa afirma que “não excluiu” nenhuma empresa.

A Huawei é uma das principais fabricantes de componentes 5G em concorrência com empresas como a Ericsson, a Samsung e a Nokia. Devido aos avisos dos norte-americanos, vários países têm optado por não aceitar a empresa nas suas infraestruturas ou, caso permitam que forneça equipamento, impõem restrições.

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O 5G é o nome que se dá à próxima geração de redes de telecomunicações e que vai substituir o 4G — que usamos atualmente. O nome pode ser traduzido para “quinta geração de internet móvel”. Na prática, é o nome que se dá à tecnologia sem fios que usaremos para comunicar e que, nos próximos 10 anos (presume-se), vai substituir o 4G, oferecendo velocidades mais rápidas e a possibilidade de mais equipamentos poderem estar ligados entre si. Ou seja, será a base para a utilização de tecnologias como carros autónomos ou outras inovações.