Um grupo de mulheres que acusam Harvey Weinstein de conduta sexual inapropriada vão receber uma compensação de quase 19 milhões de dólares (cerca de 17 milhões de euros), anunciou na terça-feira a Procuradoria-geral de Nova Iorque. A quantia diz respeito a uma proposta de acordo tendo em conta duas ações judiciais e será distribuída entre dezenas de mulheres que acusam o produtor caído em desgraça.

O acordo pode dar por concluído um processo de 2018, interposto pela Procuradoria-geral de Nova Iorque contra Weinstein, a sua produtora e o seu irmão, mas também uma segunda ação judicial, de 2017, interposta por um grupo de mulheres que acusam o norte-americano de assédio sexual, explica a BBC.

Harvey Weinstein condenado a 23 anos de prisão

Se Letitia James, procuradora-geral de Nova Iorque, considera que “depois do assédio, das ameaças e da discriminação as sobreviventes vão finalmente receber algum tipo de justiça” — além de poderem falar publicamente sobre o que aconteceu —, os advogados de seis das mulheres criticaram a proposta uma vez que não exige que Weinstein assuma a responsabilidade pelas suas ações e evita que pague com o seu próprio dinheiro. Esta proposta de acordo carece ainda de aprovação de várias instâncias judiciais.

Weinstein foi condenado a 23 anos de prisão em março deste ano, tendo sido considerado culpado de ato sexual criminoso em primeiro grau e de violação em terceiro grau (o que remete para a falta de consentimento explícito). O júri absolveu Weinstein das duas principais acusações contra ele, ou seja, agressão sexual predatória.