Um juiz de instrução criminal decretou prisão preventiva para um terceiro suspeito de furtar equipamento hospitalar em Portugal para o vender sobretudo em mercados sul-americanos, informou esta sexta-feira fonte policial.

O homem agora colocado em prisão preventiva, um colombiano de 47 anos de idade, foi localizado em Itália, na sequência da emissão de um mandado de detenção europeu, e posteriormente presente às autoridades judiciárias portuguesas.

“Com a presente detenção eleva-se para três o número de cidadãos estrangeiros em prisão preventiva pelos factos em investigação”, afirma a Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ), que deteve o suspeito por indicação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) — o titular do inquérito criminal.

Em causa está a alegada prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento e furto qualificado em unidades hospitalares.

A associação criminosa em investigação tinha por finalidade o furto de equipamento hospitalar, de tecnologia avançada, de valor consideravelmente elevado e suscetível de comercialização para posterior utilização, geralmente, no mercado sul-americano”, frisa a PJ, em comunicado.

As primeiras referências a esta atividade surgiram no ano de 2013 na Europa Central sendo replicadas, em vários estados europeus, até ao início do ano de 2019, momento em que vários elementos do grupo foram detidos no norte do continente.

Em Portugal, são atribuídos a este grupo diversos furtos do género em unidades hospitalares na área do Porto e Lisboa. “Até ao momento estima-se que esta atividade delituosa, disseminada pelo espaço europeu, terá rendido proveitos económicos na ordem das várias dezenas de milhões de euros“, frisa a PJ.