A líder do governo autónomo da Escócia, Nicola Sturgeon, disse esta terça-feira que a independência é a melhor forma de proteger a região, criticando as declarações de Boris Johnson que considerou “um desastre” a autonomia escocesa.

De acordo com a imprensa de Londres, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, fez as afirmações sobre a Escócia durante uma reunião segunda-feira com um grupo de deputados conservadores das circunscrições do norte de Inglaterra.

A líder nacionalista escocesa afirmou esta terça-feira, através da rede social Twitter, que a independência é a “única maneira de proteger e fortalecer” o Parlamento autonómico escocês.

“Vale a pena assinalar estes comentários do primeiro-ministro (Boris Johnson) da próxima vez que os tories digam que não são uma ameaça para os poderes do Parlamento escocês, ou, o que é mais incrível, quando disserem que apoiam os poderes autonómicos”, acrescentou Sturgeon numa mensagem em que critica o chefe do governo britânico e os conservadores.

Por outro lado, o porta-voz do Partido Trabalhista da Escócia, Ian Murray, disse que a descentralização é uma das conquistas de que o partido se orgulha, sublinhando que os comentários de Johnson confirmam a descrença do primeiro-ministro sobre a autonomia.

O chefe do governo, que está submetido a isolamento por ter estado em contacto com uma pessoa infetada com Covid-19, referiu-se à Escócia durante uma reunião realizada por meios remotos com deputados do Partido Conservador que representam as circunscrições do norte do país. De acordo com o tabloide The Sun, o primeiro-ministro disse aos membros do Parlamento que “a autonomia a norte da fronteira foi um desastre”, referindo-se à Escócia.

Segundo a mesma notícia, Johnson acrescentou que a concessão da autonomia foi um grande erro do ex-primeiro-ministro trabalhista Tony Blair, que concedeu o estatuto ao País de Gales e à Escócia após a vitória nas eleições gerais de maio de 1997.  As eleições na região autónoma da Escócia estão marcadas para abril de 2021.