O PSD questionou esta terça-feira o Governo sobre as ações de sensibilização em lares realizadas pelas Forças Armadas desde outubro para perceber que instalações serão ainda abrangidas por este apoio.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Defesa Nacional, o grupo parlamentar do PSD refere os dados adiantados no passado sábado pelo gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro, de que já foram realizadas até à data ações de sensibilização em 917 lares do país, abrangendo 12.093 funcionários, sobre medidas de prevenção da pandemia.

Lembrando que em setembro o PSD tinha recomendado ao governo que as Forças Armadas “pudessem desempenhar um papel ainda mais importante na contenção da pandemia”, a bancada laranja quer agora saber “que critérios têm sido utilizados para definir quais os lares abrangidos pelas ações de sensibilização sobre as medidas preventivas da propagação da Covid-19”.

Os sociais democratas querem igualmente saber “quais os lares que virão a ser abrangidos ainda por estas ações levadas a cabo pelas Forças Armadas” e se o governo está “a prever alargar estas ações a todos os lares de idosos do país”.

No passado dia 14 de novembro, o gabinete do CEMGFA adiantou que, em apoio ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a intervenção das Forças Armadas pretende “chegar aos mais de 2.700 lares de idosos de todo o país” e que “após o término destas ações, a Direção de Saúde Militar do Estado-Maior-General das Forças Armadas, irá promover sessões complementares, realizadas remotamente, para o eventual esclarecimento de dúvidas”.

Já o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, tinha adiantado à Lusa no passado dia 23 de outubro, à margem de uma ação num lar da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, que “os lares têm as populações mais vulneráveis” e por essa razão, que as Forças Armadas pretendem “ir a cada um dos 2.770 lares que o país tem para promover ações de sensibilização”.

Tratam-se de ações presenciais de sensibilização e demonstração sobre boas práticas relacionadas com cuidados gerais, pessoais e na instituição a adotar, utilização de equipamentos de proteção individual, limpezas e desinfeções e circuitos a implementar, com o objetivo de contribuírem para a segurança de auxiliares, utentes e funcionários.

As ações contam com a participação de especialistas de saúde militar multidisciplinares, desde médicos, enfermeiros e farmacêuticos, estando constituídas cerca de 130 equipas do Exército, cinco da Marinha e quatro da Força Aérea.

Já durante os meses de verão, várias equipas de militares dos três ramos das Forças Armadas deram formações em escolas do país, sobre a utilização de equipamentos de proteção individual, limpeza e desinfeção aos técnicos auxiliares.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.328.048 mortos resultantes de mais de 55 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Portugal contabiliza pelo menos 3.472 mortos associados à Covid-19 em 225.672 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).