Emmanuel Macron testou positivo à Covid-19 na quinta-feira e as perguntas que se colocam agora são sobre onde é que contraiu o vírus e quem é que o infetou. As hipóteses são muitas, mas é em dois encontros em especial que a especulação se concentra: a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, no final da semana passada, e um jantar no Palácio do Eliseu, na quarta-feira.

Não é claro onde é que Macron poderá ter sido infetado, mas o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, afirmou ao canal France 5 que o Presidente francês poderá ter contraído o novo coronavírus durante uma reunião do Conselho Europeu, que decorreu a 10 e 11 de dezembro em Bruxelas. Os líderes europeus estiveram reunidos durante cerca de 20 horas.

A especulação subiu de tom após o primeiro-ministro eslovaco, Igor Matovic, que esteve presente na cimeira da União Europeia, ter anunciado que também testou positivo para a Covid-19.

Primeiro-ministro da Eslováquia infetado uma semana depois da cimeira da União Europeia

“Hoje sou um de vocês”, escreveu Igor Matovic na rede social Facebook, publicação que acompanhou com uma fotografia do teste positivo ao novo coronavírus.

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No início da semana, Macron discursou também numa conferência em Paris, no âmbito da comemoração do 60.º aniversário da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), na qual estiveram o presidente do Conselho Europeu Charles Michel e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, que agora se encontram em isolamento, apesar de ambos terem testado negativo.

Já na quarta-feira, Macron recebeu para um jantar no Palácio do Eliseu uma dúzia de aliados políticos, incluindo o primeiro-ministro francês Jean Castex. Na manhã desse mesmo dia, tinha almoçado com o primeiro-ministro português, António Costa, que permanecerá em isolamento profilático durante 14 dias.

António Costa considerado contacto com exposição de alto risco fica em isolamento profilático

O referido jantar que se prolongou para lá da meia-noite causou algumas dúvidas, uma vez que o número de pessoas sentadas à mesa ultrapassou o máximo recomendado pelo governo francês. Contudo, o ministro da Saúde francês afastou a hipótese de ter sido aí que Macron contraiu o vírus, insistindo ainda, em declarações ao canal televisivo France 5, que a mesa era grande o suficiente para garantir o distanciamento social adequado.

Na noite de quinta-feira, Macron abandonou o Palácio do Eliseu, em Paris, e instalou-se na residência presidencial de La Lanterne, em Versalhes, para cumprir o período de quarentena obrigatório. A mulher, Brigitte Macron, cujo teste deu negativo, vai permanecer no Palácio do Eliseu.

Já em isolamento, Macron partilhou esta sexta-feira um vídeo na sua conta do Twitter, fazendo uma atualização do seu estado de saúde. “Estou bem, sinto os mesmos sintomas de ontem: fadiga, dor de cabeça, tosse seca”, contou.

Em isolamento e doente, Emmanuel Macron fez vídeo para dizer que “ninguém está a salvo deste vírus”