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As contas são de Luís Marques Mendes: No primeiro trimestre de 2021 chegarão a Portugal 1 milhão e 200 mil doses, no segundo cerca de 7,5 milhões doses e no terceiro trimestre cerca de 8,5 milhões doses de vacinas contra a Covid-19. Contas feitas, são mais de 17 milhões de doses que vão chegar até outubro e permitir a Portugal ter “70% a 80% da população vacinada até setembro”.

Marques Mendes, no espaço habitual, frisou que “tudo começa nos hospitais e lares” e acrescentou ainda a informação — confirmada por fontes de Bruxelas — de que a Comissão Europeia comprou mais 80 milhões de vacinas à farmacêutica Moderna. Esta compra permitirá duplicar o número de vacinas da Moderna compradas pela Europa e, para Portugal, traduz-se na chegada de mais “um milhão e 800 mil doses”.

Na véspera da aprovação da primeira vacina na União Europeia, que irá permitir começar a vacinar a dia 27 de dezembro, Marques Mendes destacou o “momento histórico” que o mundo vivencia com a concretização de uma vacina “em menos de um ano e com total segurança”.

“O Governo precisa de ter um vice-primeiro-ministro”

Na área da política nacional, Marques Mendes diz que o governo de António Costa precisa de “um verdadeiro número dois” que tenha “estatuto e peso político”. Com o início da presidência portuguesa da União Europeia, Luís Marques Mendes antevê que o desgaste de António Costa se vai agravar e que “o primeiro-ministro não pode ir a todas as situações e estar em todo o lado”. “Como se tem visto este é um Governo unipessoal. Ou há primeiro-ministro ou não há Governo”, apontou Marques Mendes.

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Já sobre uma eventual remodelação ministerial — depois da substituição de dois Secretários de Estado recentemente — Marques Mendes acredita que fique na gaveta até “depois da Presidência da União Europeia” o que poderá ter a desvantagem de “acentuar a degradação política” do Governo, mas a vantagem de já ter “o efeito da vacinação” e a hipótese de uma “recuperação económica significativa”, deixando o ambiente mais “favorável” em relação ao atual momento que o Governo vive.

Passos Coelho de regresso à vida ativa? “Não será tão cedo”

Passos Coelho deixou esta semana críticas ao Governo, analisando temas como a TAP ou a morte de Ihor Homenyuk, mas Marques Mendes diz que isso não é “sinal de regresso para já”. O comentador da SIC não descarta o regresso “à vida política mais ano menos ano”, mas diz que a questão política de fundo em torno das aparições de Passos Coelho são outras.

Passos Coelho critica Governo, da TAP a Ihor Homenyuk, apontando “superior dificuldade em admitir as falhas graves”

O “prestígio e credibilidade” com que Passos Coelho saiu da política ativa beneficiam o antigo primeiro-ministro, na opinião de Luís Marques Mendes, e por outro lado considera que indiciam o descontentamento dos militantes e eleitores do PSD que “não estão felizes com a forma como se faz oposição e com a posição fraca que o PSD tem nas sondagens”.