Os incidentes no Capitólio, em que morreram cinco pessoas, foram a gota de água para muitos americanos, e, depois da Google, tanto a Apple como a Amazon decidiram cortar o mal pela raiz — acabaram com o acesso à rede social Parler por não ter feito o suficiente para travar o conteúdo com apelos à violência, de acordo com agência Reuters. Depois da invasão em Washington, os apelos à violência continuaram naquela rede social.

A aplicação, usada por milhões de pessoas, nomeadamente entre conservadores e apoiantes extremistas de Donald Trump, deixou de poder ser descarregada na Apple, porque não tomou medidas para travar a crescente onda de “ameaças de violência e atividade ilegal”, segundo a rádio pública NPR.

Da mesma forma, a Amazon diz ter visto “um aumento constante deste conteúdo violento” no site da Parler, o que viola os termos da empresa.

O presidente executivo da Parler, John Matze, responde que estas ações são “uma tentativa de remover completamente a liberdade de expressão da internet”, adiantando que a rede social ficaria indisponível durante uma semana, enquanto é “reconstruída de raiz”.

Publicações falsas proliferam nas redes sociais uma semana após eleição nos EUA

O discurso de ódio nesta rede social ganhou outras dimensões na sequência das eleições de novembro, que deram a vitória a Joe Biden. E milhares de apoiantes do presidente dos EUA, que termina o mandato agora em janeiro, invadiram o Capitólio, em Washington, na última quarta-feira, enquanto os congressistas se reuniam para formalizar a vitória de Joe Biden nas eleições de novembro.

Agora, a liderança dos democratas quer que o vice-presidente, Mike Pence, inicie os procedimentos para poder afastar Donald Trump da Casa Branca, recorrendo à 25ª Emenda da Constituição americana. O presidente cessante, que é acusado de ter incitado os apoiantes à invasão do Capitólio, não poderia continuar no cargo nas duas últimas semanas do mandato, mas Mike Pence recusou.