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O PS foi o partido que mais subiu nas intenções de voto nestes 11 meses marcados pela pandemia de Covid-19, confirma o último barómetro mensal da Intercampus, citado pelo Jornal de Negócios e pelo Correio da Manhã esta terça-feira. O partido que está no Governo tem tido tendência de subida e o estudo de opinião revela que os socialistas reúnem, neste momento, 38% das intenções de voto entre os portugueses, mais de cinco pontos percentuais do que os 32,6% que tinha em fevereiro de 2020. Já o PSD não tirou partido da pandemia, pelo contrário: os sociais-democratas liderados por Rui Rio têm 24% das intenções de voto, contra os 25,1%.

As percentagens indicadas dizem respeito à média móvel a três meses, que ajuda a alisar variações de curto prazo. É também essa média móvel a três meses que, quando aplicada não às intenções de voto mas à avaliação de cada partido (numa escala de zero a cinco), sugere que o executivo de António Costa também está a beneficiar: a média móvel a três meses até fevereiro do ano passado era de 3 pontos, tendo subido agora para 3,2 pontos em janeiro, segundo a Intercampus. Rui Rio não mexeu: continua nos 2,9 pontos.

Outra má notícia para Rui Rio, segundo o mesmo estudo, é que o ex-presidente da câmara do Porto está a ver partidos à sua direita a ganharem espaço. O Chega e a Iniciativa Liberal têm vindo a subir, com o partido de André Ventura a aumentar de 6,3% para 8% (na mesma média móvel a três meses) e o partido que tem como deputado único João Cotrim de Figueiredo a subir de 2,5% para 3,9% nas intenções de voto.

Este barómetro da Intercampus revela, aliás, que a Iniciativa Liberal ficou à frente do CDS e, também, do PAN pelo segundo mês consecutivo. O PAN tem tido um desempenho pouco animador nestes longos meses da pandemia: a média móvel a três meses baixou de 5,9% para 4,1%, entre fevereiro de 2020 e janeiro de 2021. Quanto ao CDS, as intenções de voto não irão além dos 3,2%, ligeiramente acima dos 3,1% de fevereiro de 2020.

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Os progressos feitos pelo PS também estarão a ser feitos em prejuízo das intenções de voto no Bloco de Esquerda e na CDU. As médias móveis a três meses indicam que o BE tinha 11,9% em fevereiro e não vai, agora, além dos 9,1% (embora tenha subido quase dois pontos percentuais neste mês de janeiro quando se analisam as intenções de voto de forma isolada, em janeiro, e não a média dos três meses anteriores).

O voto nos comunistas, por sua vez, desceu um ponto percentual na média móvel no mesmo período comparativo (janeiro de 2021 e fevereiro de 2020), para 5,3%, mas está a crescer há quatro meses consecutivos na análise mensal (para 5,7%). A imagem de Jerónimo de Sousa é que parece ter saído penalizada: com uma aprovação de 2,6 pontos na média móvel a três meses até janeiro de 2021, contra os 2,8% de fevereiro de 2020.