Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Uma sobrecarga no consumo da rede de oxigénio do Hospital Amadora-Sintra esta terça-feira levou a que 43 utentes que usam ventilação não invasiva tivessem de ser transferidos para outros hospitais. As imagens dos momentos que se seguiram mostram como foi montada em pouco tempo uma operação de transferência de dezenas doentes para outras unidades hospitalares que também estão já próximo do seu limite.

Em comunicado, o Hospital esclareceu que se verificou “um conjunto de constrangimentos na rede de fornecimento de oxigénio medicinal” e isso fez com que fosse “aconselhável a diminuição do número de doentes internados a quem é necessário administrar oxigénio em alto débito”.

A administração hospitalar salientou que “em momento algum, os doentes internados estiveram em perigo devido a esta ocorrência”. Segundo Rui Dias Santos, membro do conselho de administração, os doentes foram transferidos para o Hospital Santa Maria, para o de Setúbal, para o Egas Moniz e para o hospital de campanha da Cidade Universitária.

Rui Santos Dias revelou ainda que os pacientes transferidos estavam todos em enfermaria e não em cuidados intensivos — e eram praticamente todos doentes com Covid-19. “A maior parte destes doentes tem necessidade acrescidas de oxigénioterapia”, destaca.

Atualizado: na altura em que o Observador esteve no local estava prevista a transferência de 48 doentes, mas, esta quarta-feira, o enfermeiro-chefe do hospital confirmou que foram transferidos 43.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR