Cerca de três centenas de adeptos do Olympique de Marselha, treinado pelo português André Villas-Boas, invadiram este sábado à tarde o centro de treinos do clube, na sequência de um protesto contra o presidente Jacques-Henri Eyraud.

A manifestação, que terminou com a intervenção da polícia, aconteceu horas antes do jogo contra o Rennes, a contar para o campeonato francês, que foi entretanto adiado. Pelo menos 25 pessoas foram detidas, informou a polícia do departamento de Bouches-du-Rhône, de que Marselha é capital.

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À porta do centro de treinos da equipa, os adeptos rebentaram vários petardos, acenderam tochas vermelhas e lançaram fogo de artifício, o que acabou por provocar um incêndio. Os manifestantes, que carregavam cartazes com a frase “direção fora”, terão atingido com uma pedra um dos jogadores da equipa, o defesa espanhol Álvaro González, relatou o jornal La Provence. Os carros de vários jogadores terão sido vandalizados e nos muros do centro de estágio foram pintadas palavras de ordem como “Eyraud vai-te embora” e “Eyraud fora”.

Nas redes sociais, o incidente está a ser comentado e comparado com a invasão de maio de 2018 à academia do Sporting, em Alcochete.

Ao final da tarde, o clube de Marselha emitiu um comunicado, onde “condena veementemente o ataque”, que considera que colocou em risco as vidas dos jogadores e de todos os outros presentes, e revela que os danos causados nos edifícios invadidos “atingiram várias centenas de milhares de euros”.

“Apesar da intervenção das forças da ordem, um surto de violência injustificável pôs em perigo a vida das pessoas presentes no local (jogadores, equipa técnica, forças da ordem, seguranças, empregados). Foram perpetrados roubos e foram danificados veículos. Cinco árvores foram queimadas com um objetivo único de destruição”, pode ler-se no texto partilhado no site do clube.

“Trezentos funcionários estão esta noite em estado de choque por terem vivido em direto ou por terem visto as imagens de um ataque inqualificável contra a instituição OM”, disse o presidente Jacques-Henri Eyraud, citado no comunicado. “Aquilo que se passou esta tarde exige a maior severidade para estes desordeiros, que se dizem apoiantes mas que destroem instalações e ameaçam funcionários e jogadores.”

Artigo atualizado às 20h com a informação sobre o comunicado do Olympique de Marselha