Marcelo Rebelo de Sousa já tinha preparado terreno para um estado de emergência até maio — pelo menos enquanto durar o plano de desconfinamento do Governo — e, nas audiências com os partidos manteve o cenário em cima da mesa. Há restrições que são para manter (como o caso das deslocações entre municípios e horários de recolher ao fim de semana) e para tal é necessário respaldo do estado de emergência, pelo menos assim considera o Presidente da República. Como habitual, nem todos os partidos concordam.

O Partido Ecologista “Os Verdes”(PEV), o Chega e o Iniciativa Liberal são contra a renovação do estado de emergência e críticos de uma opção que fere direitos, liberdades e garantias dos portugueses. Do lado oposto, CDS e PAN já confirmaram o voto a favor de mais uma renovação alegando que é necessária para dar continuidade ao plano de desconfinamento, alinhados com a visão de Marcelo Rebelo de Sousa. Estas são as posições que estes cinco partidos têm vindo a assumir nos últimos estados de emergência.

João Cotrim Figueiredo, líder do Iniciativa Liberal, fez notar que “nos últimos 12 meses mais de seis são em estado de emergência”, considerando que tal “não é normal em nenhum regime democrático” e que “não é saudável”. Para o Iniciativa Liberal a hipótese de estender até maio a situação de exceção é “excessiva” pedem que o estado de emergência termine “logo que possível” já que nem todas as medidas eficazes no controlo da pandemia “precisam do estado de emergência”.

Pelo PEV, Mariana Silva lamentou “mais estados de emergência até maio” e pediu também maior intervenção do Governo para adquirir doses de vacinas, numa altura em que fica em evidência a falha do objetivo para o primeiro trimestre. Os Verdes levaram para a reunião com o Presidente da República o descontentamento com a indicação já dada pelo Chefe de Estado de que o estado de emergência se deverá manter até maio.

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