Uma ligação entre a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e o desenvolvimento de uma forma rara de coágulos sanguíneos é “plausível mas não confirmada”, indicou esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com base na informação atual, uma relação causal entre a vacina e a ocorrência de coágulos de sangue com plaquetas baixas é considerada plausível, mas não é confirmada. São necessários estudos especializados para compreender plenamente a potencial relação entre a vacinação e os possíveis fatores de risco”, diz a OMS num comunicado do Comité Consultivo sobre a segurança das vacinas.

O organismo, diz no comunicado, analisou casos, raros, de coágulos no sangue com plaquetas baixas após a vacina da AstraZeneca, e analisou também as últimas informações da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e da Agência de Medicamentos e outros Produtos de Saúde do Reino Unido.

Os peritos da OMS acrescentam que vão continuar a recolher mais dados mas salientam que, embora preocupantes, os casos em avaliação são “muito raros” entre as quase 200 milhões de pessoas que em todo o mundo receberam a vacina da AstraZeneca. A OMS salienta que é preciso avaliar o risco desses “acontecimentos adversos” em relação ao risco de morte por contrair a doença Covid-19, doença que no mundo já matou pelo menos 2,6 milhões de pessoas.

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Afirmando que são comuns efeitos secundários nos três dias após a vacina, a OMS refere vários sintomas que devem levar as pessoas a procurarem um médico.

“A OMS está a monitorizar cuidadosamente o lançamento de todas as vacinas Covid-19 e continuará a trabalhar em estreita colaboração com os países para gerir os riscos potenciais, e a utilizar a ciência e os dados para impulsionar a resposta e as recomendações”, refere a organização no comunicado.

O Comité Conjunto de Vacinação e Imunização, um organismo de apoio ao governo britânico, defendeu esta quarta-feira que as autoridades devem oferecer uma vacina alternativa à AstraZeneca contra a Covid-19 às pessoas com menos de 30 anos, devido aos sinais crescentes de que pode provocar tromboembolismos.

A EMA tambémdivulgou que existe uma “possível relação” entre a vacina contra a Covid-19 da farmacêutica AstraZeneca e a formação de “casos muito raros” de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco devido às graves consequências da pandemia.

A presidência portuguesa da União Europeia promove esta quarta-feira uma reunião de emergência sobre a estratégia de vacinação comunitária após a divulgação das conclusões sobre o fármaco da AstraZeneca.