Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Fernando Medina está a dias de apresentar a recandidatura à Câmara de Lisboa — o que acontecerá antes do congresso do PS de 10 e 11 de julho — mas num par de horas teve o estado-maior da política nacional à sua volta, um “insuspeito” elogio social-democrata e tudo na inauguração de um museu (ainda) vazio. Quase parecia uma ação de lançamento da campanha Medina 2021, não fosse a presença, na primeira fila, do Presidente da República e do social-democrata José Luís Arnaut, ali enquanto presidente adjunto da associação de Turismo de Lisboa. Tanto que na intervenção que fez, até o primeiro-ministro regressou ao seu tempo de autarca socialista para um ajuste de contas passadas —  que não falhará na campanha autárquica do PS em Lisboa.

No dia do descerrar da placa que inaugura a obra de remate da ala poente do Palácio Nacional da Ajuda, a dada altura Marcelo Rebelo de Sousa sentiu a necessidade de justificar a soma, ali naquele momento, de tantas figuras de Estado. É quase um insólito. “É comum os responsáveis políticos estarem presentes em inaugurações ou conclusões de requalificações de edifícios, mais invulgar é encontrarem-se numa cerimónia que assinala a concretização de obras iniciadas há mais de dois séculos”. Marcelo longe do desfilar de argumentos socialistas de campanha autárquica, nomeadamente na memória do ataque às “taxas de taxinhas” feito pelo Governo PSD/CDS ao então presidente da Câmara de Lisboa António Costa.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.