O secretário de Estado Adjunto e da Saúde defendeu esta quarta-feira que a Covid-19 contribuiu para “democratizar a ciência“, permitindo à população familiarizar-se com expressões científicas ligadas à pandemia.
“A Covid-19 trouxe a ciência para primeiro plano, colocou no centro de todas as atenções e ajudou a democratizar a ciência, ao mesmo tempo que fez com que se depositasse nela toda a esperança da humanidade”, afirmou António Lacerda Sales no encontro Ciência 2021, promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, em colaboração com o Ciência Viva e com a Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
Segundo o secretário de Estado, “nunca como nos últimos 16 meses” circularam tantos dados científicos quase em tempo real, o processo científico esteve tão acessível e tão transparente e os cientistas tiveram “tanto protagonismo, diligência e atividade“.
“Esta quarta-feira estou certo de que uma parte significativa da população está familiarizada com expressões como RT-PCR, testes rápidos de antigénio e serológicos, sequenciação genética, variantes de preocupação e vacinas de RNA, expressões que, num passado ainda não muito longínquo, estavam circunscritas à comunidade científica”, referiu Lacerda Sales.
Segundo disse, o avanço da investigação aplicada à saúde permitiu também que, nas últimas décadas, Portugal registasse uma redução da mortalidade em mais de 50% e uma redução de 13% na duração dos internamentos. “Apesar dos inúmeros progressos feitos, ainda é necessário melhorar a articulação entre a ciência e a saúde”, considerou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.