Os governos de Espanha e de Portugal negam a existência de qualquer carta enviada pelo Executivo espanhol no sentido de pressionar as autoridades portuguesas a não avançarem com a criação de uma ligação marítima entre Tânger, em Marrocos, e Portimão, que serviria como alternativa aos portos espanhóis. Quanto às negociações entre Lisboa e Rabat, permanecem estar num impasse, numa altura em que a presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, garante que as conversações com o Governo estão paradas há cerca de três semanas e reitera que o município não está interessado numa ligação sem “mais valia económica”.

Nas últimas semanas, tanto o governo português como o marroquino já tinham confirmado o interesse na ligação marítima inédita entre os dois países, indicando que as negociações, sob a alçada da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), estão em curso. No entanto, devido à tensão diplomática existente entre Marrocos e Espanha, o tema tem sido tratado de forma delicada, uma vez que o porto de Portimão poderá vir a ser a alternativa aos portos espanhóis excluídos por Rabat da “Operação Passagem do Estreito”, quando milhões de marroquinos que vivem na Europa regressam a Marrocos para passarem férias. Para Espanha, a exclusão dos portos espanhóis pode representar perdas de centenas de milhões de euros.

A ligação polémica Tânger-Portimão: a pressa marroquina, a discrição de Portugal e o conflito diplomático entre Espanha e Marrocos

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