Mais de um ano e meio depois do primeiro caso de infeção com SARS-CoV-2, a pergunta mantém-se: qual a origem deste vírus? Uma equipa internacional de 21 cientistas conclui, no entanto, que “não existe, atualmente, evidência de que o SARS-CoV-2 tenha tido origem num laboratório”.

A equipa liderada pelo virologista Edward Holmes, da Universidade de Sydney, não “descarta completamente a hipótese de um acidente no laboratório” — sobretudo porque será difícil provar, sem sombra dúvidas, que a hipótese não é válida —, mas reforça que os dados existentes (atuais e históricos) apontam para o contacto entre os humanos e os animais selvagens (potenciais portadores do vírus) como a hipótese mais provável.

Os cientistas alertam ainda que, se não for possível conduzir uma investigação colaborativa e cuidadosamente coordenada sobre a origem zoonótica do vírus (nos animais), “o mundo ficará vulnerável a futuras pandemias decorrentes das mesmas atividades humanas que nos colocaram repetidamente em rota de colisão com novos vírus”.

A equipa, que junta alguns dos melhores investigadores em epidemiologia viral, analisou a informação científica disponível para chegar às presentes conclusões. O artigo foi submetido a uma revista científica, mas já está disponível numa plataforma de pré-publicação de artigos antes da revisão por investigadores independentes.

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