O ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, encabeça um artigo de opinião, publicado no Observador, onde o Governo é criticado por, durante a pandemia, ter subaproveitado as instalações do Hospital Militar de Belém (HMB), numa “operação de cariz mediático” que acabou por “gastar muito, para pouco”, transformando o hospital “num depósito de retaguarda”. Os autores referem ainda que a não reativação do HMB para tratamento de doentes Covid “foi, seguramente, motivo de uma menor capacidade de resposta à pandemia na região de Lisboa, contribuindo para a não recuperação e consequente falecimento de muitos doentes”.

O Centro de Apoio Militar Covid-19, montado no Hospital Militar de Belém, começou a receber doentes em junho de 2020, dois meses depois de ter sido montado. Neste artigo de opinião, é exaltada a capacidade do Hospital Militar de Belém, no que toca ao combate de doenças infeciosas, que na época da sua construção “enobreceu a história da medicina portuguesa e da saúde militar”. Em 2013, porém, a unidade foi extinta — contra opinião dos chefes militares — e acabou por ser eliminada “uma capacidade estratégica, no âmbito da saúde pública, no combate às doenças infecciosas”. Porém, no evoluir da pandemia, foi proposta a reativação do ex-HMB como o unidade de apoio de retaguarda com a intenção de instalação de 150 camas para doentes em recuperação e convalescença.

O Hospital Militar de Belém e a COVID-19

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