O medicamento da equipa israelita liderada por Nadir Arber passou mais uma etapa dos ensaios clínicos com sucesso, reportou o jornal The Jerusalem Post.

Até ao momento, não registámos nenhum efeito secundário significativo em nenhum dos doentes de ambos os grupos”, disse o diretor do Centro Integrado de Prevenção do Cancro,em Telavive (Israel). “O principal objetivo deste estudo é determinar se o fármaco é seguro.”

O medicamento é seguro e dá sinais positivos em relação à eficácia, mas o investigador do Centro Clínico Sourasky, em Telavive, lembra: “Por muito promissores que possam ser os resultados das primeiras fases [de ensaio clínico] de um tratamento, ninguém pode ter certeza de nada até que os resultados serem comparados com os de doentes que receberam um placebo”.

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Essa será a próxima fase do ensaio clínico, com cerca de 155 doentes Covid-19, dos quais dois terços vão receber o tratamento e um terço vai receber o placebo. Dos 120 doentes que já fizeram parte das primeiras fases do ensaios, todos receberam o tratamento e a maioria recuperou favoravelmente, mas sem a comparação com o placebo, não é possível dizer se a recuperação se deveu ao tratamento ou a outro fator.

A molécula em causa, estudada como forma de combater o cancro, pretende agora ser usada para controlar a reação exacerbada do sistema imunitário na presença do SARS-CoV-2, que leva à destruição de células pulmonares saudáveis. A hipótese da equipa é que, salvando as células pulmonares e equilibrando a resposta imunitária, os doentes recuperem mais depressa.

Uma das vantagens destacadas pelo médico Nadir Arber é a forma de administração: o medicamento é inalado e as pequenas moléculas de CD24 são transportadas por exossomas (pequenas vesículas que as células usam na comunicação entre si).

Isto é medicina de precisão”, diz. “Ao conseguirmos entregar as moléculas exatamente onde são precisas evitamos muitos efeitos secundários.”

Outra das vantagens do fármaco é que será relativamente fácil de produzir e terá um baixo custo. A equipa de investigação espera ter resultados da fase 3 dos ensaios clínicos até ao final do ano.

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