O Papa Francisco admitiu esta quarta-feira que as leis de união entre pessoas do mesmo sexo são “importantes”, contudo rejeitou a possibilidade do casamento, considerando que o matrimónio é “entre um homem e uma mulher”.

“Se um casal homossexual quer levar uma vida em conjunto, os Estados têm a possibilidade de lhes segurança, estabilidade (…) não só para os homossexuais mas para todas as pessoas que se desejem juntar. Mas o casamento é o casamento”, afirmou o Papa Francisco em declarações aos jornalistas no avião papal, no voo de regresso a Roma após quatro dias de viagem à Hungria e à Eslováquia.

O Papa Francisco foi questionado sobre uma resolução do Parlamento Europeu que pediu que os casais homossexuais beneficiassem, em todos Estados-membros, dos mesmos direitos dos casais heterossexuais. Mas, se por um lado, admitiu a importância de alargar direitos, por outro deixou claro que a posição na Igreja Católica ainda não mudou substancialmente.

“O casamento enquanto sacramento é entre o homem e a mulher. Às vezes, o que eu digo cria confusão, mas somos todos iguais. O Senhor é bom, ele quer que todos sejamos salvos, mas por favor não façam a Igreja negar a sua verdade”, acrescentou o Papa Francisco.

Papa Francisco defende que o aborto é como contratar um assassino

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Na curta viagem de avião, o líder da Igreja Católica pronunciou-se ainda sobre outros temas, nomeadamente sobre o aborto, reforçando que a interrupção da gravidez é um “assassínio”. “Na terceira semana após a conceção, muitas vezes antes mesmo de a mãe saber que está grávida, os órgãos já se estão a começar a desenvolver. É uma vida humana. Ponto final. E a vida humana tem de ser respeitada. Isso é muito claro”, reforçou.

Na guerra entre Joe Biden e os bispos, o Vaticano interveio para defender o Presidente dos EUA

Outro tópico sobre o qual o Papa Francisco se debruçou foi a recusa de alguns bispos norte-americanos em dar a comunhão ao presidente norte-americano, Joe Biden, devido às suas posições a favor do aborto.

“A comunhão não é um prémio para as pessoas perfeitas, a comunhão é um dom, a presença de Jesus e da sua Igreja. E eu nunca me neguei a dá-la”, disse o Papa Francisco.